Justiça
Perícia particular contesta laudo oficial e diz que PC Siqueira foi assassinado; MP pede novas análises
Documentos do Instituto Médico Legal e do Instituto de Criminalística apontaram suicídio
Uma perícia particular aponta que o influenciador digital Paulo Cezar Goulart Siqueira, conhecido como PC Siqueira, foi estrangulado e assassinado com um fio de fones de ouvido dentro do apartamento onde morava, na Zona Sul de São Paulo. O documento foi produzido a pedido dos familiares do influenciador.
O novo parecer, elaborado em março deste ano, contesta os resultados dos laudos emitidos pelo Instituto Médico Legal (IML) e pelo Instituto de Criminalística, da Polícia Técnico-Científica, em 2025.
Os documentos apontaram que o influenciador se enforcou em frente à namorada Maria Luiza Lopes Watanabe, com uma cinta de catraca, usada para amarrar cargas.
Segundo a perícia particular, o padrão e a largura das lesões no pescoço são incompatíveis com a cinta de catraca, apontada no laudo oficial. O documento, no entanto, não informa quem cometeu o suposto crime. A nova análise sobre o caso foi realizada a pedido dos familiares de PC, encontrado morto em 27 de dezembro de 2023, aos 37 anos.
Diante da divergência de informações, o Ministério Público determinou à Polícia Civil que encaminhe o fio dos fones de ouvido aos órgãos de perícia técnica para novas análises. O objeto foi recolhido posteriormente pelos advogados da família, Caio Muniz e Geraldo Bezerra da Silva Filho, e entregue ao 11º Distrito Policial (DP), em Santo Amaro.
Os peritos oficiais devem comparar o objeto com os ferimentos encontrados em PC. A análise será feita com base nas fotografias do cadáver tiradas à época, não sendo possível a exumação do corpo, já que a morte ocorreu há mais de dois anos.
Procurados, os advogados de defesa não comentaram o caso, que tramita sob segredo de Justiça.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil. No fim de 2025, a Justiça acatou um pedido do Ministério Público e não autorizou o arquivamento definitivo do caso, mesmo tendo sido anunciado o fim do inquérito.
A Promotoria apontou dúvidas nos laudos e contradições em depoimentos. Desde então, são apuradas outras hipóteses, comoinstigação ao suicídio, homicídio com simulação de suicídio e omissão de socorro.
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