Justiça
PF diz que Monark questiona a lisura das eleições; Moraes pede parecer da PGR
A corporação investiga o influenciador por suposta desobediência a decisões judiciais
O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes abriu, nesta quarta-feira 29, um prazo de 15 dias para a Procuradoria-Geral da República se manifestar a respeito de um parecer da Polícia Federal sobre o influenciar Bruno Monteiro Aiub, conhecido como Monark.
Segundo a PF, Monark profere, de forma reiterada, declarações públicas nas quais questiona a lisura do processo eleitoral brasileiro, as urnas eletrônicas e a atuação do Tribunal Superior Eleitoral e do STF, “com ênfase” nas decisões de Moraes. A corporação enviou essa conclusão ao Supremo após analisar um conjunto de arquivos encaminhados pelo TikTok.
Em 22 de abril, Moraes concedeu um prazo extra de 60 dias para a Polícia Federal concluir o inquérito contra Monark por suposta desobediência a decisões judiciais. No início de março, o ministro havia dado 30 dias para a PF encaminhar seu relatório final. Na ocasião, também mandou enviar os autos do processo à corporação para analisar as informações prestadas pelo TikTok no ano passado.
Ao solicitar mais tempo, a PF argumentou que limitações técnicas no sistema do STF inviabilizaram a análise de todos os arquivos no intervalo definido inicialmente. Com a etapa de extração concluída, acrescentou o delegado Fábio Fajngold, o trabalho está em fase avançada, “visando uma entrega tecnicamente precisa”.
Moraes acolheu o pedido e mencionou a “necessidade de prosseguimento das investigações”.
O inquérito começou logo após os ataques de 8 de Janeiro de 2023. Perfis de Monark estavam na lista de contas que Moraes mandou bloquear por, segundo ele, instigarem os atos golpistas.
Já no início de 2025, o ministro autorizou a reativação das páginas do influenciador, por entender que a suspensão não era mais necessária àquela altura da apuração. Na oportunidade, mandou apenas excluir as postagens que motivaram a ordem de bloqueio.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Roberto Jefferson volta a dizer a Moraes que não tem condições de pagar multa
Por CartaCapital
Moraes critica políticos que usam ofensas ao STF como ‘escada eleitoral’
Por CartaCapital
Família de Moraes vai à Justiça contra Alessandro Vieira por danos morais
Por Wendal Carmo



