Justiça

Moraes estabelece novos prazos para entrega de vídeos da Operação Contenção no RJ

O ministro deferiu a prorrogação para 90 dias para a conclusão das perícias pela PF

Moraes estabelece novos prazos para entrega de vídeos da Operação Contenção no RJ
Moraes estabelece novos prazos para entrega de vídeos da Operação Contenção no RJ
Operação no Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho em 28 de outubro de 2025. Foto: Mauro Pimentel/AFP
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, estabeleceu nesta quarta-feira 29 novos prazos para que o governo do Rio de Janeiro disponibilize os documentos periciais produzidos na Operação Contenção, ocorrida no Rio de Janeiro em outubro do ano passado, que deixou 120 mortos. A determinação foi no âmbito da ADPF das Favelas.

Moraes determinou que o Estado do Rio encaminhe em cinco dias ao Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal todos os arquivos de vídeo e o documento pericial sobre o caso. Os arquivos devem estar em formato original, acompanhados dos códigos hash e softwares necessários para visualização, além do reenvio dos arquivos que apresentaram erro de leitura.

Também determinou que o governo estadual e o Ministério Público indiquem, no prazo de 10 dias, os trechos de interesse nas 4.500 horas de gravação da PMERJ. O ministro deferiu a prorrogação para 90 dias para a conclusão das perícias pela PF, contados do recebimento do material em condições técnicas adequadas.

No começo do mês, o Ministério Público Federal no Rio de Janeiro pediu ao ministro o acesso aos laudos necroscópicos dos mortos durante a operação. O MPF afirmou que solicitou o acesso a informações do caso, mas o órgão não obteve resposta das autoridades estaduais.

O pedido foi endossado pelo Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, que entendeu que os documentos devem ser compartilhados, desde que preservados a cadeia de custodia e o sigilo das informações.

A operação foi deflagrada pelas polícias civil e militar e terminou com a morte de 118 pessoas supostamente ligadas à organização criminosa Comando Vermelho (CV), além de quatro policiais.

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