Futebol por Elas
Não é só futebol, é empatia
O futebol nos ensinou a abraçarmos pessoas que não conhecemos após um gol marcado
Ela surge quando menos esperamos. Está ligada a exemplos de boas ações que acontecem no mundo do futebol. Mas nos últimos anos, a frase “não é só futebol” também foi usada em meio às tragédias que abalaram o nosso coração.
Doeu né? Acordar e saber que o sonho da Chapecoense terminou no Cerro El Gordo. Acordar e ver que dez jovens tiveram seus sonhos interrompidos pelo fogo, justamente no lugar que deveria ser o porto seguro de adolescentes que saíram de casa ainda no início da adolescência.
Sonhos que tinham quase sempre o mesmo objetivo: dar uma vida confortável aos pais, avós, esposas e filhos. São nos momentos difíceis e de perda que nos tornamos mais humanos, e nos lembramos de um sentimento um pouco esquecido durante o nosso dia a dia: a empatia.
Sentir a dor da perda de pessoas que nem conhecemos. Abraçar o rival em meio às lágrimas e se indagar porque tantos sonhos foram interrompidos de forma tão trágica. Sentir a dor do próximo, se colocar no lugar de pais, mães, irmãs, namoradas… Não precisamos mandar a bola para escanteio e esconder as nossas bandeiras. Sejam elas tricolores, coloradas, rubro-negras.
Você não será menos torcedor do seu time do coração por chorar a perda de jovens e jogadores que defendiam outras cores. Demonstrar o sentimento te faz mais humano, mais empático. Já diria o escritor João Doederlim, ‘ter empatia não é sentir pelo outro, mas sentir com o outro’. E como a gente sente. Como dói o coração. Dores como está dilaceram quem possui sentimentos.
O futebol nos ensinou a abraçarmos pessoas que não conhecemos após um gol marcado. O futebol nos ensinou a aceitar as derrotas e saber que isso faz parte da vida. O futebol também nos mostrou que a rivalidade coloca pessoas especiais em nossa vida. Mas em meio a tantos momentos bons, o esporte também nos ensina com a dor. A dor do título perdido, da derrota… e também de perdas como estas.
O futebol é amor, mas acima de tudo, respeito. As torcidas se silenciaram, as bandeiras se uniram e se abraçaram, nos mostrando mais uma vez que não é só futebol, é vida.
➤ Leia também: Até quanto vale o futebol?
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



