Justiça

Dino pede vista no julgamento sobre eleição no Rio, mas ministros antecipam votos

O STF definirá o modelo do pleito para eleger um governador-tampão

Dino pede vista no julgamento sobre eleição no Rio, mas ministros antecipam votos
Dino pede vista no julgamento sobre eleição no Rio, mas ministros antecipam votos
Ministro Flávio Dino na sessão plenária do STF Foto: Rosinei Coutinho/STF
Apoie Siga-nos no

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, decidiu nesta quinta-feira 9 pedir vista — mais tempo para estudar os autos — no julgamento que decidirá o formato da eleição para um mandato-tampão no governo do Rio de Janeiro, após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro (PL). Apesar do movimento de Dino, os ministros André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Cármen Lúcia decidiram antecipar seus votos.

Até aqui, há divergência no plenário. O ministro Cristiano Zanin defendeu a realização de eleição direta, embora não tenha especificado se o pleito deve ocorrer em dois momentos ou apenas em outubro.

Zanin também não definiu se, caso a eleição fique para o fim do ano, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, deve seguir como governador interino. Em relação a uma eventual eleição indireta, o ministro apontou a necessidade de voto aberto.

Por outro lado, o ministro Luiz Fux votou para que as eleições sejam indiretas e realizadas por meio de voto secreto. Mendonça, Kassio e Cármen acompanharam esse entendimento.

Apesar das discordâncias quanto ao modelo do pleito, Fux e Zanin convergiram em um ponto técnico, estabelecendo que a desincompatibilização para a disputa pode ocorrer no prazo de 24 horas após a vacância do cargo.

Em sua manifestação pelo pedido de vista, Dino declarou que devolverá o caso para julgamento assim que o Tribunal Superior Eleitoral publicar o acórdão com o resultado do julgamento que condenou Castro à inelegibilidade por oito anos.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo