Justiça
Lindbergh pede a Moraes a prisão preventiva de Eduardo Bolsonaro
Segundo o deputado do PT, o filho de Jair Bolsonaro tenta criar um ambiente de intimidação contra ministros do TSE
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, nesta segunda-feira 6, a prisão preventiva de Eduardo Bolsonaro (PL), devido a afirmações do ex-deputado de que estaria disposto a acionar autoridades dos Estados Unidos contra integrantes do Tribunal Superior Eleitoral.
A transcrição apresentada pelo deputado do PT aponta que Eduardo respondeu “sem sombra de dúvidas” a uma pergunta sobre a possibilidade de articular sanções contra integrantes do TSE que, segundo sua própria avaliação, não agirem com imparcialidade nas eleições deste ano. O filho de Jair Bolsonaro (PL) disse que levaria o caso à Casa Branca e a deputados e senadores norte-americanos.
Eduardo é investigado no STF por coação no curso do processo. Ele e o blogueiro Paulo Figueiredo articularam sanções do governo de Donald Trump contra o Brasil em uma tentativa — sem sucesso — de interferir no julgamento da trama golpista.
“O conteúdo da manifestação pública sugere esforço deliberado para criar ambiente de intimidação indireta sobre autoridades do TSE, mediante ameaça política de exposição internacional, acionamento de agentes estrangeiros e eventual promoção de medidas sancionatórias por potências externas”, argumenta Lindbergh.
O deputado defendeu solicitar a manifestação da Procuradoria-Geral da República e sugeriu, caso Moraes negue a prisão preventiva, a adoção de medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.
Eduardo, porém, vive nos Estados Unidos desde o início de 2025. Caso o ministro determine a prisão, portanto, o governo Lula (PT) terá de solicitar a extradição do ex-deputado.
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