Justiça

Defesa nega que Bolsonaro tenha tido acesso a vídeo de Eduardo nos EUA

Em um evento conservador, o filho do ex-presidente afirmou que gravaria um vídeo de apoiadores para mostrar ao pai

Defesa nega que Bolsonaro tenha tido acesso a vídeo de Eduardo nos EUA
Defesa nega que Bolsonaro tenha tido acesso a vídeo de Eduardo nos EUA
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Foto: Miguel Schincariol/AFP
Apoie Siga-nos no

Em resposta ao Supremo Tribunal Federal, os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disseram que ele cumpre “de forma rigorosa, integral e permanente” todas as medidas fixadas pelo ministro Alexandre de Moraes para o cumprimento da prisão domiciliar humanitária.

Nesta segunda-feira 30, Moraes deu prazo de 24 horas para que a defesa do ex-capitão explicasse a respeito de um vídeo publicado por Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

“Não há qualquer dado objetivo que indique comunicação atual, direta ou indireta, com o Peticionário, tampouco gravação, reprodução ou utilização de qualquer meio vedado no âmbito da prisão domiciliar humanitária temporária”, registraram os advogados.

O vídeo questionado por Moraes foi gravado durante a participação de Eduardo na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), evento de extrema-direita realizado de 25 a 28 de março, no Texas.

Na gravação, o ex-deputado afirmava produzir o conteúdo para mostrar ao pai, com o objetivo de demonstrar que o movimento político liderado por ele não poderia ser silenciado.

“Cumpre esclarecer, ainda nesse sentido, que o conteúdo ao qual a postagem mencionada faz referência corresponde à manifestação verbal de terceiro, realizada durante evento ocorrido no exterior, sem qualquer participação do Peticionário”, explicaram os advogados.

Assista ao vídeo de Eduardo Bolsonaro:

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo