Política

Caiado diz que anistiará Bolsonaro e outros golpistas se ganhar a eleição

O governador de Goiás afirmou que a medida seria o seu ‘primeiro ato’ na Presidência

Caiado diz que anistiará Bolsonaro e outros golpistas se ganhar a eleição
Caiado diz que anistiará Bolsonaro e outros golpistas se ganhar a eleição
O pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado. Foto: Reprodução YouTube
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Eleições 2026

Ao lançar sua pré-candidatura à Presidência da República pelo PSD, nesta segunda-feira 30, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, afirmou que pretende conceder anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de Janeiro, incluindo Jair Bolsonaro (PL), caso vença a eleição. O ex-presidente está em prisão domiciliar temporária após ser condenado a 27 anos e três meses de prisão por comandar a tentativa de golpe de Estado.

A declaração de Caiado ocorreu durante um evento do PSD em São Paulo que oficializou sua escolha como representante do partido na disputa nacional. A definição foi conduzida pelo presidente da legenda, Gilberto Kassab.

Caiado assumiu o posto cerca de uma semana depois da desistência do governador do Paraná, Ratinho Jr., que era o favorito no partido. Com a saída, o PSD acelerou a decisão. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que defendia a continuidade da disputa interna, acabou preterido.

Em seu discurso, o pré-candidato afirmou que o perdão aos golpistas seria prioridade em um eventual governo. “Meu primeiro ato vai ser exatamente a anistia ampla, geral e irrestrita”, declarou, ao defender a necessidade de “pacificar o Brasil”.

Caiado associou a proposta a um movimento para superar o cenário político atual. Segundo ele, a polarização “é sustentada por um projeto político, por aqueles que realmente se beneficiam dela”.

Ao detalhar o plano de anistia, o governador incluiu explicitamente Bolsonaro entre os beneficiados. “Ao anistiar todos, inclusive o ex-presidente, eu estarei dando uma mostra de que, a partir dali, vou cuidar das pessoas.”

A candidatura de Caiado é a aposta do PSD para tentar ocupar um espaço fora da disputa entre o presidente Lula (PT) e o campo bolsonarista. A ideia, no entanto, enfrenta dificuldades internas: a legenda não apresenta unidade nacional, e diretórios importantes, sobretudo no Nordeste, mantêm alinhamento com o governo federal.

Além disso, o perfil político de Caiado, mais identificado com a direita e com forte ligação com o agronegócio, tende a colocá-lo na disputa pelo mesmo eleitorado de Flávio Bolsonaro (PL), o que é visto como um desafio para ampliar sua base de apoio.

Com baixo desempenho nas pesquisas até o momento, Ronaldo Caiado inicia a pré-campanha com a tarefa de consolidar alianças, especialmente com partidos do Centrão.

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