Política
Bolsonaro recebe alta e deixa o hospital rumo à prisão domiciliar
O ex-capitão passou duas semanas internado em hospital de Brasília, e não retornará à Papudinha
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou nesta sexta-feira 27 o hospital Hospital DF Star, em Brasília, onde passou as últimas duas semanas em tratamento de uma pneumonia decorrente de broncoaspiração.
O médico Brasil Caiado, que integra a equipe que atendeu o ex-presidente no período de internação, confirmou que ele deixou a unidade hospitalar pouco antes das 10h desta sexta, e foi direto para casa, onde seguirá cumprindo a pena por golpe de Estado, após autorização para prisão domiciliar. Assim, ele deixará o presídio da Papudinha, onde ficou por cerca de dois meses.
A prisão domiciliar foi concedida, a princípio, por um período de 90 dias. Brasil Caiado disse que Bolsonaro seguirá em tratamento em casa. O local foi preparado para recebê-lo.
“A evolução nos últimos dias foi o que esperávamos: tranquila, sem nenhuma intercorrência, com a medicação totalmente adaptada, com transição para medicação por via oral, para que se use em casa”, afirmou a jornalistas na porta do hospital.
“A primeira semana foi mais delicada. A resposta ao medicamento, a resposta imunológica do corpo dele, ficamos um pouco apreensivos, mas sempre otimistas. Na segunda semana, ele evoluiu de forma bem satisfatória, com melhoras progressivas”, prosseguiu o médico.
A decisão que autorizou a prisão domiciliar de Bolsonaro prevê uma série de restrições, como a proibição de uso de celular e de redes sociais, a suspensão de visitas – com exceção de familiares, advogados e equipe médica – e o uso de tornozeleira eletrônica.
O ministro Alexandre de Moraes, que assina a decisão, também determinou fiscalização pela Polícia Militar do Distrito Federal e proibiu manifestações ou aglomerações em um raio de um quilômetro da residência. A defesa do ex-presidente contesta o prazo fixado para o benefício, sob o entendimento de que a definição não considerou que as condições de saúde do ex-capitão exigiriam cuidados permanentes.
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