Justiça

PL pede ao STF que próximo presidente da Alerj assuma interinamente o governo do Rio de Janeiro

A petição foi apresentada na tarde desta segunda-feira 30

PL pede ao STF que próximo presidente da Alerj assuma interinamente o governo do Rio de Janeiro
PL pede ao STF que próximo presidente da Alerj assuma interinamente o governo do Rio de Janeiro
Rodrigo Bacellar, presidente da Alerj. Foto: Thiago Lontra/Alerj
Apoie Siga-nos no

O PL pediu ao Supremo Tribunal Federal segunda-feira 30 que a próxima pessoa a assumir o governo do Rio de Janeiro seja o futuro presidente da Assembleia Legislativa estadual. A sigla alega que a decisão do ministro Cristiano Zanin, que suspendeu a realização das eleições indiretas no Rio de Janeiro e determinou que o presidente do Tribunal de Justiça do Estado assumisse o cargo de governador, é inconstitucional.

O partido argumenta que não discute o “modelo final de recomposição” da vaga, se por eleições diretas ou indiretas, mas a definição de quem deve exercer interinamente enquanto o STF não conclui o tema.

“O presidente do Tribunal de Justiça ingressa no circuito sucessório não como sucessor ordinário, mas como sucedâneo constitucional de última ratio, acionável apenas enquanto ausente ou inviável o exercício do cargo pelo presidente da Alerj”, diz o documento.

Por isso, a permanência do presidente do TJ-RJ como governador do estado após a recomposição da presidência da Alerj seria uma “cláusula de emergência”, prevista na Constituição Estadual, em “arranjo autônomo de governo por ocasião e por escolha casuística”.

A decisão de Zanin está válida até que os ministros discutam, em plenário físico, no dia 8 de abril, quais serão as regras fixadas para lidar com a vacância do cargo, anunciada na última segunda-feira 23, pelo ex-governador Cláudio Castro (PL).

Na terça-feira 24, o Tribunal Superior Eleitoral condenou o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), e Castro, por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Com a perda do mandato de deputado estadual, Bacellar perdeu automaticamente o cargo de presidente da Assembleia.

Na sexta-feira 27, ele foi preso preventivamente por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF. A prisão foi motivada por denúncias de obstrução de justiça, sob a acusação de vazar informações sigilosas para beneficiar aliados investigados por ligação com o crime organizado.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo