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‘Não sei fazer PPT’: Paulo Vieira ironiza, em rede nacional, infográfico que associou Lula a Vorcaro

A manifestação ocorreu ao vivo, durante o programa de Luciano Huck, na premiação ‘Melhores do Ano’

‘Não sei fazer PPT’: Paulo Vieira ironiza, em rede nacional, infográfico que associou Lula a Vorcaro
‘Não sei fazer PPT’: Paulo Vieira ironiza, em rede nacional, infográfico que associou Lula a Vorcaro
Créditos: Reprodução
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O ator e humorista Paulo Vieira ironizou, no domingo 29, o erro cometido pela GloboNews ao exibir um power point que associava o presidente Lula (PT) a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A fala ocorreu ao vivo, durante o programa de Luciano Huck, na premiação “Melhores do Ano”.

“Esse ano eu prometi que não ia falar nada polêmico. Não ia mexer com gente grande, sabe? Humor tranquilo. Mas e o Vorcaro? Pra quem não entendeu Vorcaro, eu fiz um PPT [PowerPoint] pra mostrar pra vocês. Brincadeira. Eu não sei fazer PPT, eu trabalho na Globo”, disse o humorista.

“O negócio do Vorcaro que acho engraçado mesmo é que só o Brasil pra produzir um mafioso que fala ‘momolada’. Aqui no Brasil, se tivesse um negócio do poderoso chefão, [a trilha] ia ser ‘o V do Vorcaro’”, completou.

Paulo Vieira já havia se manifestado de forma crítica nas redes sociais, quando a emissora publicou um pedido de desculpas pelo episódio. “Pena que isso não repara o estrago”, escreveu o humorista, que é funcionário da Globo.

No programa Estúdio I, apresentado pela jornalista Andreia Sadi, foi exibido um quadro em estilo PowerPoint para resumir os principais nomes da República ligados a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Em primeiro plano, a arte mostrava imagens do presidente Lula, do presidente do BC, Gabriel Galípolo, do ex-ministro Guido Mantega e a estrela do PT. Após a repercussão, a jornalista pediu desculpas ao vivo e afirmou que o material estava “errado e incompleto”.

Impasse no governo do Rio

Vieira também satirizou o impasse na sucessão do governo do Rio de Janeiro, aberto desde a renúncia de Cláudio Castro (PL), na última semana.

“Tava morrendo de medo de vir pro Rio e vocês me obrigarem a ser governador de vocês”, brincou o humorista. “Quando chega no aeroporto do Rio, entregam sua mala e a faixa de governador: pega, é teu. É bom para você. Você não quer, não, Huck? Você não queria ser político?”, completou.

O comando do governo fluminense segue indefinido após os impasses na linha sucessória. Com a renúncia de Castro, declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral, o cargo deveria passar ao vice-governador Thiago Pampolha (atualmente sem partido). Ele, porém, abriu mão da vaga ainda em 2025. O próximo na linha sucessória seria o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União Brasil), que se licenciou do cargo após ser preso, em dezembro de 2025, sob suspeita de ter vazado informações sobre operações policiais. Por ora, o governo está nas mãos de Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do estado. O caso deve ser decidido pelo Supremo Tribunal Federal na próxima semana.

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