Justiça

O que Moraes disse ao decretar a nova prisão de Rodrigo Bacellar

O ministro citou a perda do mandato parlamentar e a necessidade de manutenção da ordem pública

O que Moraes disse ao decretar a nova prisão de Rodrigo Bacellar
O que Moraes disse ao decretar a nova prisão de Rodrigo Bacellar
O ministro Alexandre de Moraes. Foto: Rosinei Coutinho/STF
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decretou nesta sexta-feira 27 uma nova prisão preventiva para o ex-deputado estadual carioca Rodrigo Bacellar (União). No despacho, o ministro citou a perda do mandato parlamentar e a necessidade de manutenção da ordem pública.

O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro perdeu o mandato nesta terça-feira 21, por decisão do Tribunal Superior Eleitoral. O órgão eleitoral entendeu que o político cometeu abuso de poder político nas eleições de 2022.

Segundo Moraes, a prisão preventiva seria necessária diante de “relevantes indícios de ações possivelmente coordenadas e estruturadas cuja finalidade é a obstrução de investigações”.

O ministro ainda citou que o ex-deputado foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) pelo crime de obstrução de investigação de infração penal que envolve organização criminosa armada, com participação de agente público.

“Ressalte-se, ainda, que além dos requisitos que motivaram a decretação da prisão e, posteriormente, a imposição das medidas cautelares acima referidas, Rodrigo da Silva Bacellar foi denunciado pelo crime de obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa armada, mediante o concurso de funcionário público, valendo-se a organização dessa condição para a prática de infração penal”, disse.

Em nota, a defesa de Bacellar afirmou que desconhece completamente os motivos dessa nova prisão decretada, mas ainda assim a classifica como indevida e desnecessária, já que o ex-deputado “vinha cumprindo fiel e completamente todas as medidas cautelares impostas”. Os advogados planejam recorrer para que a prisão seja revogada.

Esta é a segunda prisão de Bacellar. Em dezembro do ano passado, o ex-parlamentar foi preso por suspeita devazar informações sigilosas da Operação Zargun, que tinha o objetivo de desarticular política e economicamente o Comando Vermelho. Ele teria vazado as informações para o deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias (sem partido).

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