Mundo

Áustria proibirá redes sociais para menores de 14 anos

O governo do país europeu planeja introduzir uma nova disciplina nas escolas para ajudar os estudantes a identificarem mentiras na internet

Áustria proibirá redes sociais para menores de 14 anos
Áustria proibirá redes sociais para menores de 14 anos
Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil
Apoie Siga-nos no

A Áustria vai proibir o acesso às redes sociais a menores de 14 anos após longas negociações dentro da coalizão de governo, anunciou o Executivo nesta sexta-feira 27.

“É praticamente impossível para os pais controlarem o consumo dos filhos nestas plataformas, que são projetadas para torná-los deliberadamente dependentes”, disse o número dois do governo, Andrea Babler, em uma entrevista coletiva.

O governo também pretende introduzir uma nova disciplina obrigatória nas escolas chamada “Mídia e Democracia” para ajudar os estudantes a distinguir entre verdade e mentira, assim como detectar tentativas de influenciar negativamente a democracia, segundo a proposta.

Vários países da União Europeia, como França, Espanha e Dinamarca, anunciaram a intenção de estabelecer uma idade mínima para o uso das redes sociais.

A Austrália foi o primeiro país a adotar uma medida do tipo. Desde 10 de dezembro, menores de 16 anos estão proibidos de acessar plataformas como Snapchat, TikTok ou Facebook, entre outras.

As empresas de tecnologia podem enfrentar multas de 49,5 milhões de dólares australianos (34 milhões de dólares americanos, 178 milhões de reais) caso não adotem “medidas razoáveis” para restringir o uso dos aplicativos.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.

O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.

Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.

Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.

Quero apoiar

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo