Justiça

Gilvan da Federal vira réu no STF por ataques ao comandante do Exército

O deputado bolsonarista passa a responder a uma ação penal, ao fim da qual será condenado ou absolvido

Gilvan da Federal vira réu no STF por ataques ao comandante do Exército
Gilvan da Federal vira réu no STF por ataques ao comandante do Exército
Apreciação de parecer a proposta de suspensão de mandato. Dep. Gilvan da Federal (PL - ES) - Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Apoie Siga-nos no

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu, por unanimidade, tornar réu o deputado federal Gilvan da Federal (PL-ES) por injúria, difamação e calúnia contra o comandante do Exército, o general Tomás Paiva.

A denúncia da Procuradoria-Geral da República mira, entre outros episódios, um discurso de Gilvan no plenário da Câmara em novembro de 2025. Na ocasião, o deputado chamou o comandante do Exército de “general de merda”, “frouxo” e “covarde”, além de afirmar que ele seria “cúmplice do ditador Alexandre de Moraes”.

Um dia depois, em um vídeo publicado na internet, Gilvan emendou: “Portanto, general, muito menos vou ter medo de um comandante do Exército covarde e capacho de um ditador”.

Prevaleceu na Primeira Turma o voto do relator, Alexandre de Moraes. O ministro rebateu a alegação da defesa que as declarações estariam protegidas pela imunidade parlamentar.

“A garantia constitucional destina-se a resguardar o livre exercício da função legislativa, protegendo o parlamentar por suas opiniões, palavras e votos proferidos no desempenho do mandato e em estrita relação com a atividade parlamentar”, escreveu.

Seguiram Moraes os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

Com a decisão do STF, Gilvan da Federal se torna réu e passa a responder a uma ação penal, ao fim da qual será condenado ou absolvido.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , , , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo