Justiça

Presidente da CPMI do INSS diz que celular de Vorcaro registrou contato com ‘número funcional’ do STF

Ao ‘Roda Viva’, Carlos Viana afirmou ter identificado o destino de mensagens enviadas no dia da prisão do banqueiro e defendeu o afastamento de Moraes até o fim das investigações; o ministro nega

Presidente da CPMI do INSS diz que celular de Vorcaro registrou contato com ‘número funcional’ do STF
Presidente da CPMI do INSS diz que celular de Vorcaro registrou contato com ‘número funcional’ do STF
O senador Carlos Viana (Podemos-MG) no programa Roda Viva. Foto: Nadja Kouchi/TV Cultura
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O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS, afirmou que mensagens enviadas pelo empresário Daniel Vorcaro no dia de sua primeira prisão foram direcionadas a um número funcional do Supremo Tribunal Federal. A declaração foi feita em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, exibido na noite de segunda-feira 16.

Segundo o congressista, a comissão teve acesso a dados do celular de Vorcaro e teria conseguido identificar que o número utilizado na comunicação pertence à estrutura do Supremo. Ele afirmou que pretende formalizar um pedido à Corte para esclarecer quem estava com o aparelho no momento das mensagens. “O número que aparece naquela mensagem é um número funcional do Supremo. Cabe agora, oficialmente, ao Supremo […] nos responda com quem estava aquele número de telefone no momento em que o Vorcaro manda a mensagem. Mas que é um número do STF não há dúvida nenhuma”, disse.

As mensagens fazem parte de registros obtidos a partir do telefone do banqueiro, apreendido pela Polícia Federal. O conteúdo indica comunicações ao longo de 17 de novembro de 2025, data em que Vorcaro foi preso pela primeira vez. Entre os trechos recuperados está uma pergunta enviada no fim da tarde: “Alguma novidade? Conseguiu bloquear?”, sem detalhamento do contexto.

O senador também defendeu o afastamento do ministro Alexandre de Moraes enquanto as investigações estiverem em andamento. “Em qualquer país sério do mundo, o ministro Alexandre de Moraes estaria afastado do cargo até que a investigação terminasse e se determinasse se ele tem culpa ou não em toda essa história”, afirmou.

Segundo Viana, a medida não significaria antecipação de culpa, mas sim uma forma de preservar a imparcialidade do processo. “Pelo poder que tem como ministro, e que tem demonstrado muitas vezes que usa até fora, ao meu ver, da Constituição, deveria estar fora do cargo para que essa investigação possa ser a mais isenta possível”, declarou.

O ministro Moraes, por sua vez, nega ter recebido as mensagens atribuídas a ele. Em nota, afirmou que as alegações são falsas e que não houve o contato. 

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