Justiça
STJ analisa neste sábado imagens ligadas a denúncia de assédio contra Marco Buzzi
Somente os advogados do ministro estarão presentes no local
O Superior Tribunal de Justiça analisa neste sábado 14 imagens internas relacionadas à denúncia de assédio de uma ex-servidora contra o ministro Marco Buzzi. Na diligência, segundo apurou a reportagem, apenas a defesa estará presente no tribunal.
Os advogados de Buzzi solicitaram acesso às gravações das câmeras do STJ com o objetivo de demonstrar que não houve assédio. Já a acusação sustenta que o ministro teria agarrado a servidora por trás dentro do gabinete. As partes, portanto, examinarão neste sábado os registros de vídeo.
A oitiva de testemunhas deverá ocorrer somente após o resultado da sindicância que tramita no STJ, caso se decida pela abertura de um processo administrativo disciplinar, que poderia resultar na demissão ou na aposentadoria compulsória de Buzzi.
Colegas de Corte têm recomendando a Buzzi que ele se aposente. A defesa, por sua vez, entende ser mais prudente aguardar o desfecho das investigações. A defesa, segundo apurou a reportagem, vê como improvável uma condenação sem testemunhas oculares do caso ou imagens que atestem as acusações.
Buzzi também é investigado por importunação sexual contra uma jovem de 18 anos na praia do Estaleiro, em Balneário Camboriú (SC), filha de amigos do ministro. A defesa de Buzzi já tiveram acesso aos registros de câmeras.
O STJ havia agendado a audiência da sindicância para a última terça-feira 10, mas optou por prorrogar o prazo até 14 de abril. O Conselho Nacional de Justiça e o Supremo Tribunal Federal também apuram os episódios.
Em fevereiro, os advogados do ministro apresentaram as alegações iniciais ao CNJ e ao STJ, argumentando inocência e solicitando o arquivamento. No STF, o relator, Kassio Nunes Marques, ainda não ordenou diligências.
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