CartaExpressa

Lulinha vai a Dino para suspender quebra de sigilo pela CPMI do INSS

O empresário busca estender em seu benefício uma decisão que favorece Roberta Luchsinger

Lulinha vai a Dino para suspender quebra de sigilo pela CPMI do INSS
Lulinha vai a Dino para suspender quebra de sigilo pela CPMI do INSS
Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Foto: Reprodução
Apoie Siga-nos no

O empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), solicitou ao ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino a suspensão da quebra de seus sigilos bancário e fiscal determinada pela CPMI do INSS.

O pedido ocorre no âmbito de um mandado de segurança apresentado por Roberta Luchsinger. Relator do caso, Dino suspendeu nesta quarta-feira 4 a quebras de sigilos da empresária no âmbito da comissão parlamentar.

Dino concluiu que o Congresso Nacional utilizou uma manobra para aprovar em bloco 87 requerimentos, quando deveria justificar a necessidade de quebrar os sigilos de maneira individualizada.

A defesa de Lulinha requisita ao ministro a extensão de decisão que beneficiou Luchsinger. A CPMI foi instalada em agosto do ano passado e tem como objetivo investigar fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social por meio de descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas.

Na terça-feira 3, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), negou um pedido para anular a quebra de sigilos de Lulinha. Segundo Alcolumbre, a “suposta violação de normas regimentais e constitucionais” pelo presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), não se mostra evidente ou inequívoca.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo