Justiça
‘Sicário’ de Daniel Vorcaro responde em Minas por organização criminosa
O caso contra Luiz Phillipi Mourão tramita desde 2021 na 5ª Vara Criminal de Belo Horizonte
Alvo da nova fase da Operação Compliance Zero, Luiz Phillipi Machado Moraes Mourão já responde na Justiça de Minas Gerais pela possível prática dos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e contra a economia popular.
O caso tramita desde 2021 na 5ª Vara Criminal da Comarca de Belo Horizonte. De acordo com a denúncia do Ministério Público, Luiz Phillipi exercia uma função de chefia nos crimes praticados pela organização criminosa no âmbito de uma sociedade com Bruno Correa Lopes.
A madrasta de Lopes, a mãe e a irmã de Mourão também são investigadas no caso. O esquema envolvia atrair investimentos de pessoas mediante processos fraudulentos ou especulações, prejudicando o patrimônio de diversos investidores que acreditavam ter realizado aportes legítimos.
Um relatório de inteligência apontou que Luiz Phillipi teve uma movimentação financeira atípica de 1,6 milhão de reais entre outubro de 2015 e junho de 2016, montante que seria fruto de empréstimos ilegais.
Mourão foi alvo da operação deflagrada nesta quarta-feira 4 pela PF a mando do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, sob a suspeita de ser responsável pelo monitoramento de adversários de Daniel Vorcaro, ex-CEO do Banco Master, e pelo planejamento de ações violentas contra desafetos do banqueiro.
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