Bem-Estar

Exames normais e sintomas persistentes: entenda por que não ignorar os sinais após os 40 anos

Cansaço constante, irritabilidade, dificuldade de concentração, ganho de peso e queda de libido. Esses são alguns dos sintomas cada vez mais relatados por homens e mulheres a partir dos 40 anos, inclusive por aqueles que já passaram por consultas médicas e realizaram exames laboratoriais. Na […]

Exames normais e sintomas persistentes: entenda por que não ignorar os sinais após os 40 anos
Exames normais e sintomas persistentes: entenda por que não ignorar os sinais após os 40 anos
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Cansaço constante, irritabilidade, dificuldade de concentração, ganho de peso e queda de libido. Esses são alguns dos sintomas cada vez mais relatados por homens e mulheres a partir dos 40 anos, inclusive por aqueles que já passaram por consultas médicas e realizaram exames laboratoriais.

Na maioria das vezes, os resultados dos exames aparecem “dentro do valor de referência”. Apesar disso, a sensação de esgotamento físico e mental permanece. A produtividade diminui, o sono piora e a disposição já não é a mesma.

De acordo com o nutrólogo especialista em Equilíbrio Hormonal e Longevidade, Dr. Marcelo Silva, essa é uma das principais queixas no consultório. “Muitos pacientes chegam dizendo: ‘Doutor, meus exames estão normais, mas eu não estou bem’. E, muitas vezes, o que está sendo analisado é apenas um número, sem considerar o contexto clínico e os sintomas do paciente”, explica.

O corpo dá sinais quando a saúde não vai bem

Para o Dr. Marcelo Silva, normalizar sintomas persistentes pode ser um erro. “Ninguém morre do nada, ninguém tem um mal súbito do nada. O corpo dá sinais antes. Muitas vezes, o paciente sente que algo não está bem, procura atendimento, faz exames e escuta que está tudo normal. Mas ele continua sintomático. Isso precisa ser investigado”, alerta.

Segundo ele, um dos principais motivos para esse quadro pode estar relacionado a deficiências hormonais e nutricionais que passam despercebidas na análise tradicional. “O motivo de a pessoa estar assim é, muitas vezes, deficiência de estradiol, testosterona, além de alterações em vitamina B12 e vitamina D. Esses fatores impactam energia, humor, massa muscular, foco e libido”, afirma.

Valor de referência não significa saúde ideal

Os valores laboratoriais de exames são baseados em médias populacionais, o que não necessariamente representa o nível ideal para desempenho físico, clareza mental e saúde metabólica individual. “Estar dentro da faixa de referência não quer dizer que aquele seja o valor ideal para aquela pessoa. Precisamos avaliar função, não apenas números”, pontua o Dr. Marcelo Silva.

Mulher loira de blusa cinza apoiada em bancada da cozinha sorrindo e comendo pedaço de maçã-verde. bancada com várias frutas
Uma alimentação saudável, em vez de um cardápio repleto de alimentos processados, ajuda no bom funcionamento da microbiota intestinal (Imagem: PeopleImages | Shutterstock)

Alimentação, microbiota e inflamação também influenciam

Outro ponto destacado pelo especialista é o impacto da alimentação moderna no equilíbrio hormonal e metabólico. “O excesso de alimentos processados e industrializados pode prejudicar a microbiota intestinal. Isso interfere na absorção de nutrientes, favorece inflamação e pode afetar até a regulação hormonal”, explica o Dr. Marcelo Silva.

De acordo com ele, ajustes na alimentação, redução de ultraprocessados, melhora do sono, prática de atividade física e avaliação individualizada dos marcadores metabólicos são pilares importantes para recuperar vitalidade.

Envelhecer não é sinônimo de viver cansado

Após os 40 anos, é comum ocorrer redução gradual de hormônios como testosterona e estradiol. No entanto, segundo o médico, isso não significa que sintomas como fadiga, desânimo e perda de desempenho devam ser considerados normais.

“Não tratamos exames isolados. Tratamos pessoas. Saúde é equilíbrio funcional. Quando o corpo dá sinais, ele precisa ser ouvido”, conclui Dr. Marcelo Silva.

Por Daiane Bombarda

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