Justiça

Dino proíbe criação de novas leis que permitam o pagamento de penduricalhos fora do teto

A decisão deverá passar por referendo dos ministros da Corte no dia 25 de fevereiro

Dino proíbe criação de novas leis que permitam o pagamento de penduricalhos fora do teto
Dino proíbe criação de novas leis que permitam o pagamento de penduricalhos fora do teto
Foto: Victor Piemonte/STF
Apoie Siga-nos no

Após mandar suspender os chamados penduricalhos do serviço público nos Três Poderes, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, proibiu a criação de novas leis que abram brechas para o pagamento fora do teto. A decisão foi tomada nesta quinta-feira 19.

“Essa determinação vale inclusive para a edição de novos atos normativos pelos Poderes ou órgãos constitucionalmente autônomos”, esclareceu Dino na decisão.

O ministro, na mesma ordem, mandou suspender todas as gratificações sem previsão legal que estejam em andamento.

Dino também reforçou o prazo de 60 dias para que os órgãos públicos publiquem as verbas remuneratórias e indenizatórias pagas, bem como esclareçam quais leis fundamentaram esses pagamentos.

Omissão do Congresso

Na decisão publicada nesta quinta-feira, o ministro frisou o entendimento de que é preciso uma lei nacional para regular estes pagamentos. Segundo Dino, a sua posição está amparada na Emenda Constitucional 135/2024. Na prática, diz o ministro, há uma “omissão institucional” do Congresso Nacional no caso.

“No plano jurisdicional, caberá exclusivamente ao STF examinar a fixação de regime transitório, caso o Congresso Nacional não cumpra o seu dever de legislar e mantenha a omissão inconstitucional. Renova-se o já formulado apelo ao legislador”, anotou o relator.

Conforme o despacho, somente parcelas indenizatórias expressamente previstas em lei podem ficar de fora do teto do funcionalismo público, atualmente fixado em 46.366,19 reais. A decisão deverá passar por referendo dos ministros da Corte no dia 25 de fevereiro.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo