Justiça
MPF denuncia 3 policiais por obstruírem a investigação do Caso Marielle
A análise da acusação contra Rivaldo Barbosa, Giniton Lages e Marco Antonio de Barros Pinto cabe ao STF
O Ministério Público Federal denunciou ao Supremo Tribunal Federal, nesta sexta-feira 13, três policiais acusados de associação criminosa e obstrução de justiça na apuração dos homicídios da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018.
Os delegados Rivaldo Barbosa, Giniton Lages e Marco Antonio de Barros Pinto também foram acusados por tentativa de homicídio contra a assessora Fernanda Chaves. O STF decidirá se aceita a denúncia e torna os alvos réus.
A denúncia partiu do vice-procurador-geral da República Hindenburgo Chateaubriand, após o Supremo determinar o desmembramento do caso para prosseguir nas investigações de associação criminosa e obstrução.
Segundo os autos, os policiais se associaram para garantir a impunidade de organizações criminosas. Outros agentes e civis não identificados também integraram o grupo.
O MPF aponta que o grupo mantinha o controle das apurações relacionadas a crimes praticados no Rio de Janeiro por milicianos ou contraventores, como nos casos de disputa territorial e exploração de jogos ilegais, e agiam em prol do desaparecimento e da ocultação de provas, e da incriminação de inocentes. Eles se utilizavam de testemunhos falsos e realizavam diligências inócuas.
Rivaldo Barbosa é apontado como o líder da organização. Ele teria aderido previamente ao plano de assassinar a vereadora, assumindo o compromisso de viabilizar a impunidade dos autores do crime.
O vice-procurador-geral da República pede, além da condenação por associação criminosa e obstrução de justiça, a manutenção das medidas cautelares, a perda do cargo público dos denunciados e a indenização por dano moral coletivo, considerando os problemas estruturais que a associação criminosa impôs ao sistema investigativo do Rio.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Assassinos de Marielle Franco são condenados a pagar indenização de R$ 200 mil a Monica Benicio
Por CartaCapital
Caso Marielle: Moraes mantém a prisão preventiva de Domingos Brazão
Por Maiara Marinho
Dino marca para fevereiro o julgamento do caso Marielle e Anderson
Por Maiara Marinho



