Justiça

TSE nega pedido de liminar contra desfile que homenageará Lula no Carnaval do Rio

O caso, porém, seguirá aberto na Corte, que analisará eventuais alegações de propaganda eleitoral antecipada

TSE nega pedido de liminar contra desfile que homenageará Lula no Carnaval do Rio
TSE nega pedido de liminar contra desfile que homenageará Lula no Carnaval do Rio
Lula operou a catarata no olho esquerdo em 30 de janeiro de 2026. Foto: Ricardo Stuckert / PR
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O Tribunal Superior Eleitoral decidiu nesta quinta-feira 12, por unanimidade, negar um pedido de liminar para impedir o desfile da Acadêmicos de Niterói que homenageará o presidente Lula (PT) no Carnaval do Rio de Janeiro. Os ministros avaliaram em conjunto representações protocoladas pelos partidos Novo e Missão.

Apesar disso, o caso continuará aberto e o Ministério Público será intimado a se manifestar. Se eventualmente houver ato de propaganda eleitoral antecipada, por exemplo, a análise ocorrerá no âmbito deste processo.

A relatora, ministra Estela Aranha, votou por rejeitar o pedido para proibir a escola de samba de entoar o samba-enredo.

Os autores das representações alegam que o desfile caracteriza propaganda eleitoral antecipada. No entanto, os ministros consideraram não ser possível impedir a apresentação antes que se saiba exatamente o que acontecerá nela. Seria, de acordo com os magistrados, uma censura prévia.

“O que temos hoje é que não sabemos como esse evento se desencadeará, não sabemos dimensionar neste momento se houve algum privilégio”, disse o vice-presidente da Corte, Kassio Nunes Marques.

Apesar do entendimento comum, o ministro Antônio Carlos Ferreira afirmou que indeferir o pedido “não é um ato de cegueira deliberada”. Segundo ele, cabe à escola e a interessados no processo eleitoral “avaliar riscos e adotar cautelas, dado o quadro sensível e arenoso no qual se dispuseram a pisar”.

Para o ministro André Mendonça, aspectos do caso chamam a atenção, e o episódio pode caracterizar confusão entre expressão artística e propaganda eleitoral.

Já a presidente do TSE, Cármen Lúcia, ponderou que os indicativos apontam para um ambiente “muito propício a que haja excessos, abusos e ilícitos”. Se isso ocorrer, acrescentou, será objeto de análise pela Corte.

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