Bem-Estar

5 mitos e verdades sobre o coletor urinário feminino

Fevereiro é sinônimo de festa, ocupação dos espaços públicos e celebração da liberdade. No entanto, para muitas mulheres, o Carnaval ainda impõe desafios que vão além da diversão, especialmente quando o assunto é saúde íntima e dignidade.  Em meio à rotina intensa da folia, garantir […]

5 mitos e verdades sobre o coletor urinário feminino
5 mitos e verdades sobre o coletor urinário feminino
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Fevereiro é sinônimo de festa, ocupação dos espaços públicos e celebração da liberdade. No entanto, para muitas mulheres, o Carnaval ainda impõe desafios que vão além da diversão, especialmente quando o assunto é saúde íntima e dignidade. 

Em meio à rotina intensa da folia, garantir condições básicas de conforto, higiene e cuidado com o próprio corpo também é uma pauta de autonomia feminina. Passar horas nos blocos, shows e festas costuma significar enfrentar banheiros químicos sujos, filas longas ou estruturas improvisadas, o que leva muitas mulheres a evitar urinar ou a recorrer a alternativas pouco seguras.

Dessa forma, o coletor urinário feminino surge como uma solução prática, higiênica e digna para quem deseja urinar em pé, reduzindo o contato com superfícies contaminadas. A professora de ginecologia da Afya Brasília, Tatiana Chaves, destaca que esse cuidado é fundamental durante grandes eventos.

“No Carnaval, as mulheres ficam mais expostas a ambientes compartilhados e, muitas vezes, acabam segurando a urina por receio das condições dos banheiros. Esse hábito pode aumentar o risco de infecções urinárias e causar desconfortos importantes”, alerta.

Como funciona o coletor urinário feminino

Indicado para mulheres de 4 a 100 anos, o coletor urinário possui design anatômico e é simples de usar: basta encostar o dispositivo ao corpo, posicioná-lo corretamente para baixo e realizar a micção. A praticidade permite mais autonomia e segurança em situações nas quais o acesso a banheiros limpos é limitado.

Segundo Tatiana Chaves, o uso do coletor vai além da conveniência e está diretamente ligado à dignidade feminina. “A mulher precisa conseguir fazer seu xixi com tranquilidade, sem medo do ambiente e sem comprometer sua saúde. O coletor urinário oferece conforto, praticidade e permite que ela continue aproveitando a festa com mais segurança”, afirma.

Além disso, há opções descartáveis biodegradáveis, feitas de papel poroso e resistente, e versões reutilizáveis, produzidas em material rígido, que podem ser higienizadas com água e sabonete líquido. Ambas contribuem para reduzir o contato direto com sanitários públicos e promovem mais bem-estar durante a folia.

Ilustração em desenho do órgão bexiga em fundo azul-claro
Quando utilizado da forma correta, o coletor urinário ajuda a prevenir infecções (Imagem: Orawan Pattarawimon | Shutterstock)

Mitos e verdades sobre o coletor urinário feminino

A seguir, a professora de ginecologia da Afya Brasília explica 5 mitos e verdades sobre o uso do coletor urinário feminino. Confira!

1. O coletor urinário pode causar infecção

Mito. Quando utilizado corretamente e higienizado conforme as orientações, ele ajuda a diminuir o risco de contaminação.

2. Segurar o xixi durante o Carnaval faz mal

Verdade. Esse hábito pode favorecer infecções urinárias, dores e alterações no trato urinário.

3. O coletor é indicado apenas para festas e Carnaval

Mito. Ele pode ser usado em viagens, eventos, trilhas, shows e outras situações com acesso limitado a banheiros adequados.

4. Mulheres de qualquer idade podem utilizar

Verdade. Desde que haja orientação adequada para o uso correto.

5. O coletor substitui os cuidados básicos de higiene íntima

Mito. Ele é um aliado, mas não substitui hábitos como boa hidratação e acompanhamento médico quando necessário.

Por Beatriz Felicio

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