Justiça

STF estabelece prazos para órgãos federais corrigirem falhas na proteção da Amazônia Legal

O objetivo é que órgãos ambientais federais corrijam falhas, cumpram metas de fiscalização e utilizem fundos para combater o desmatamento e garantir direitos

STF estabelece prazos para órgãos federais corrigirem falhas na proteção da Amazônia Legal
STF estabelece prazos para órgãos federais corrigirem falhas na proteção da Amazônia Legal
O ministro André Mendonça, do STF. Foto: Carlos Moura/SCO/STF
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O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, determinou uma série de medidas a serem adotadas por órgãos públicos federais para reduzir o desmatamento na Amazônia Legal.

Na decisão publicada nesta segunda-feira 10 após audiência pública, o STF exige que a Controladoria-Geral da União, o Ibama, o ICMBio e a Funai corrijam falhas, cumpram metas de fiscalização e utilizem fundos ambientais para combater o desmatamento e garantir direitos.

À CGU o ministro mandou realizar uma auditoria sobre os processos no Ibama que apuram infrações ambientais para identificar falhas e propor melhorias, no prazo de 180 dias.

Ao Ibama e à Funai, Mendonça deu prazo de 90 dias para que os órgãos apresentem propostas soluções tecnológicas para triagem de processos e a criação de uma plataforma para negociação de multas ambientais, além da elaboração de um relatório de monitoramento das ações já implementadas no plano atual.

A União, por sua vez, terá dez dias para se manifestar sobre a proposta apresentada pelo Greenpeace Brasil e pelo Núcleo de Processos Estruturais Complexos do STF, que sugere integrar as informações prestadas pelo Cadastro Ambiental Rural e a Guia de Trânsito Animal, para evitar que bois criados em áreas desmatadas ilegalmente entrem no mercado legal. 
O governo federal terá que apresentar, além disso, o plano de ação que informe o destino de terras federais sem destinação definida em até 90 dias. No ano passado, a meta estabelecida para o ano foi descumprida. Mendonça pede que a União justifique a falha e priorize para o próximo levantamento as áreas que correm mais risco de serem invadidas por grileiros.
Por fim, o ministro ressaltou que a União e suas autarquias devem manter o envio de relatórios semestrais de monitoramento. Reiterou ainda que a utilização dos Fundos Ambientais é obrigatória por decisão do Plenário do STF, não podendo o governo alegar falta de receitas para deixar de executar os planos de fortalecimento institucional.

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