Justiça

STJ afasta ministro acusado de importunação sexual

A decisão contra Marco Buzzi foi tomada por unanimidade nesta terça-feira

STJ afasta ministro acusado de importunação sexual
STJ afasta ministro acusado de importunação sexual
Foto: Raphael Alves/TJAM
Apoie Siga-nos no

Os ministros do Superior Tribunal de Justiça decidiram, por unanimidade, afastar cautelarmente o ministro Marco Aurélio Buzzi. A decisão ocorreu na manhã desta terça-feira 10 durante sessão extraordinária no âmbito da sindicância aberta pela Corte para investigar as denúncias de importunação sexual.

Em nota, o STJ informou que o afastamento é temporário e excepcional. Ele ficará afastado, a princípio, até o dia 10 de março, quando haverá uma nova sessão para decidir sobre o relatório da comissão que apura os fatos. Buzzi ficará impedido de acessar o local de trabalho, utilizar veículo oficial e outros benefícios do cargo.

Na segunda-feira 9, o Conselho Nacional de Justiça recebeu uma nova denúncia contra o ministro, que está em apuração. Na semana passada, o órgão encaminhou os depoimentos colhidos na primeira investigação ao Supremo Tribunal Federal, onde o caso tramita sob relatoria do ministro Kassio Nunes Marques.

Em nota, a defesa do ministro disse que ele “não cometeu qualquer ato impróprio, como será possível demonstrar oportunamente no âmbitos dos procedimentos já instaurados”. Buzzi havia pedido 10 dias de licença médica na última quinta-feira 5. Mais cedo nesta terça, solicitou mais 90 dias de afastamento.

A principal denúncia trata de um caso de importunação sexual ocorrido no litoral de Santa Catarina. Uma jovem de 18 anos disse ter sido apalpada por Buzzi enquanto viajava com familiares e amigos do ministro.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo