Justiça

Bolsonaro tem condições de permanecer preso na Papudinha, conclui Polícia Federal

A corporação, no entanto, fez uma série de recomendações para evitar que o quadro de saúde do ex-capitão piore

Bolsonaro tem condições de permanecer preso na Papudinha, conclui Polícia Federal
Bolsonaro tem condições de permanecer preso na Papudinha, conclui Polícia Federal
O ex-presidente Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar, em 3 de setembro de 2025. Foto: Sergio Lima/AFP
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A Polícia Federal concluiu que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem condições de saúde para permanecer preso na Papudinha, em Brasília. O laudo da perícia, assinado pelo médico Hugo Oliveira Cavalcanti, foi apresentado nesta sexta-feira 6 ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

O documento entregue ao ministro menciona que Bolsonaro não necessita, nesse momento, de transferência para cuidados em nível hospitalar.  Diante das conclusões, Moraes deu 5 dias para a Procuradoria-Geral da República se manifestar.

Para os peritos da PFquadro clínico geral do ex-capitão é estável e as doenças crônicas identificadas estão, por ora, sob controle com o uso de remédios.

PF faz ressalvas

Apesar das conclusões de que é possível manter Bolsonaro preso na Papudinha, o médico responsável pela perícia apresentou uma série de recomendações para que esse quadro não seja alterado.

Segundo Cavalcanti, Bolsonaro apresenta sinais de desequilíbrio que aumentam o risco de novos episódios de queda, necessitando de investigação diagnóstica complementar e tratamento especializado. 

Até que essa avaliação especializada seja concluída, o médico recomendou a instalação de grades de apoio em corredores e boxes de banho, além de campainhas de pânico ou dispositivos de monitoramento em tempo real.

Ele também mencionou o atendimento médico de nutricionista e fisioterapeuta e o acompanhamento contínuo de Bolsonaro nas áreas comuns do batalhão para prevenir acidentes.

Por fim, o documento ressalva que a não observância das medidas médicas sugeridas pode acarretar risco de morte súbita, AVC ou outras complicações graves.

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