Justiça

STF define data para julgar decisão de Dino contra penduricalhos

O ministro ordenou que órgãos da União, de estados e de municípios revisem em até 60 dias as verbas pagas aos integrantes dos três Poderes

STF define data para julgar decisão de Dino contra penduricalhos
STF define data para julgar decisão de Dino contra penduricalhos
O ministro Flávio Dino, em sessão da Primeira Turma do STF. Foto: Rosinei Coutinho/STF
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O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, agendou para 25 de fevereiro o julgamento em que os ministros confirmarão ou revogarão a decisão liminar de Flávio Dino que manda suspender os chamados penduricalhos do serviço público nos Três Poderes. A votação ocorrerá no plenário presencial.

Dino ordenou que órgãos da União, de estados e de municípios revisem em até 60 dias as verbas pagas. Conforme o despacho, somente parcelas indenizatórias expressamente previstas em lei podem ficar de fora do teto do funcionalismo, atualmente fixado em 46.366,19 reais.

O relator destacou que, de acordo com a Emenda Constitucional 135/2024, apenas verbas indenizatórias previstas em lei de caráter nacional, aprovada pelo Congresso Nacional, estão livres do teto. No entanto, explicou, mais de um ano após a promulgação, a lei ainda não foi editada. Para o ministro, essa omissão configura uma “violação massiva” à Constituição e à jurisprudência do STF.

Na decisão desta quinta-feira 5, ele mandou oficiar o presidente Lula (PT) e os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para que adotem as medidas políticas e legislativas necessárias a resolver a omissão constitucional.

Após os 60 dias fixados, os chefes dos Poderes e os dirigentes de órgãos autônomos deverão publicar atos motivados, listando cada verba, seu valor, seu critério de cálculo e seu fundamento legal. No caso da magistratura e do Ministério Público, a medida será de responsabilidade de seus respectivos Conselhos Nacionais.

“Por este caminho, certamente será mais eficaz e rápido o fim do Império dos Penduricalhos, com efetiva justiça remuneratória, tão necessária para a valorização dos servidores públicos e para a eficiência e dignidade do Serviço Público”, escreveu.

O ministro criticou na decisão o uso indevido de verbas supostamente “indenizatórias” que, na verdade, servem para turbinar salários e romper o teto do serviço público. Dino citou diretamente os penduricalhos conhecidos como “auxílio-peru” e “auxílio-Panetone” — apelidos que, apesar de anedóticos, ilustram uma violação à Constituição.

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