Justiça
Moraes cita o 8 de Janeiro e manda retirar manifestantes em frente à Papudinha
A omissão de autoridades diante de acampamentos permitiu os ataques golpistas de 2023, apontou o ministro do STF
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, proibiu nesta sexta-feira 23 a permanência de acampamentos e pessoas próximos à Papudinha, no Distrito Federal. Ele determinou a remoção do grupo, com prisão em flagrante em caso de resistência ou desobediência.
No presídio, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado. A retirada dos manifestantes cabe à Polícia Militar do Distrito Federal, decidiu o ministro, que citou a omissão de autoridades diante dos acampamentos golpistas instalados em frente a quartéis do Exército antes dos ataques de 8 de Janeiro de 2023.
Segundo a Procuradoria-Geral da República, é necessário “prevenir a reiteração de condutas voltadas à coação do Poder Judiciário e à subversão do Estado Democrático de Direito”.
Os manifestantes também promovem uma caminhada marcada para o domingo 25, “com o propósito de causar protesto ostensivo contra decisões” do STF, acrescentou o procurador-geral Paulo Gonet, que ainda mencionou o movimento encabeçado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
Moraes, ao acatar o pedido, afirmou que “o exercício dos direitos de reunião e manifestação não pode ser confundido com o propósito de repetir os ilegais e golpistas acampamentos realizados na frente dos quartéis do Exército”.
“A tentativa de golpe do dia 8/1/2023 teve como um dos fatores principais a omissão de diversas autoridades públicas, que permitiram os ilegais acampamentos golpistas em frente aos quarteis do Exército”, anotou o ministro.
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