Justiça

Moraes suspende demolição de moradias ocupadas por 140 famílias em Guarulhos

Segundo o ministro, a rede de acolhimento institucional não suportaria a iminente remoção de um número expressivo de famílias

Moraes suspende demolição de moradias ocupadas por 140 famílias em Guarulhos
Moraes suspende demolição de moradias ocupadas por 140 famílias em Guarulhos
Moraes lê seu voto no julgamento de Bolsonaro no STF. Foto: Rosinei Coutinho/STF
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu uma decisão que havia determinado a demolição de moradias em área do Parque Estadual de Itaberaba, em São Paulo. A medida resultaria na remoção forçada de mais de 140 famílias em situação de vulnerabilidade.

O pedido foi apresentado ao STF pelo município de Guarulhos contra liminar concedida pela Justiça paulista numa ação civil pública ajuizada pelo Estado de São Paulo que trata de desmatamento e loteamento irregular em área de preservação ambiental. O juízo determinou a desocupação e a demolição das construções feitas no parque a partir de 2010.

O município sustenta que não discute, no STF, o mérito da ação, mas busca preservar a ordem pública e evitar dano social desproporcional e irreversível. Alega que a remoção forçada e a demolição imediata de moradias ocupadas por populações vulneráveis, sem prévio reassentamento, sem medidas de mitigação social e sem atuação interinstitucional coordenada, violam direitos humanos e direitos fundamentais protegidos pela Constituição da República.

Segundo Moraes, o município demonstrou que, apesar de monitorar a situação há quase 10 anos, a rede de acolhimento institucional não suportaria a iminente remoção de um número expressivo de famílias carentes.

O cenário, conforme constatado pelo ministro, demonstra que estão presentes no caso os requisitos necessários para a suspensão da liminar. “Esse quadro indica a possibilidade de expressiva lesão à ordem pública e social, seja pela perda da moradia de pessoas carentes, seja pelos inevitáveis transtornos pelos quais passará o município, diante do porte dessa desocupação”, afirmou.

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