Mundo
Trump cobra Noruega por ficar sem o Nobel e diz não se sentir obrigado a pensar ‘apenas na paz’
O presidente dos Estados Unidos voltou a subir o tom em ameaças pelo controle da Groenlândia
A perda do prêmio Nobel da Paz para a venezuelana María Corina Machado ainda incomoda o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ressaltou o episódio em uma mensagem enviada ao primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre. Trata-se de mais um ato da ostensiva campanha do republicano pelo controle da Groenlândia.
“Considerando que seu país decidiu não me conceder o Prêmio Nobel da Paz após ter impedido mais de oito guerras, não me sinto mais obrigado a pensar apenas na paz, embora ela sempre seja predominante. Agora posso pensar no que é bom e apropriado para os Estados Unidos da América”, disparou, em documento ao qual a agência de notícias AFP teve acesso.
A Noruega é um dos oito países europeus que reagiram às ameaças de Trump e enviaram militares ao território da Groenlândia, formalmente parte da Dinamarca. Em retaliação, Trump anunciou tarifas de importação sobre produtos desses países.
Støre informou que a mensagem de Trump é uma resposta a um comunicado conjunto emitido com a Finlândia para oficializar a oposição às ameaças tarifárias. O norueguês enfatizou, ainda, que o governo de seu país não tem influência na escolha dos vencedores do Nobel.
“Expliquei claramente, inclusive ao presidente Trump, o que já é de conhecimento geral: o prêmio Nobel é concedido por um comitê independente.”
A medalha entregue a María Corina Machado está nas mãos de Trump. A venezuelana ofereceu o presente ao líder dos EUA e disse contar com ele na “luta por liberdade” em seu país. Apesar do gesto, a Fundação Nobel fez questão de ressaltar que o título de Nobel da Paz é intransferível.
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