Justiça
Juiz mantém a prisão de fiscal em caso de propina bilionária em São Paulo
O processo chegou a levar à cadeia o dono da Ultrafarma, Sidney Oliveira, e o executivo da Fast Shop Mario Otavio Gomes
A Justiça de São Paulo manteve a prisão preventiva do auditor fiscal da Secretaria de Fazenda do estado Artur Gomes da Silva Neto, acusado de participação em um esquema que movimentou mais de 1 bilhão de reais em propina e que envolve as redes Ultrafarma e Fast Shop.
A decisão também manteve as preventivas de outro auditor, Marcelo de Almeida Gouveia, e de Celso Éder Gonzaga de Araújo, suspeito de integrar a organização criminosa, além da prisão domiciliar de Tatiane de Conceição Lopes, esposa de Araújo e apontada como responsável por lavar o dinheiro da organização.
De acordo com as investigações, o grupo facilitava o pagamento de créditos tributários a grandes empresas em troca de vantagens indevidas. O juiz Diego de Alencar Salazar Primo, que proferiu a decisão, argumentou que as razões que levaram às prisões preventivas seguem inalteradas.
“Ao menos por ora existem indícios de autoria e materialidade, tendo em vista todos os elementos colhidos durante a investigação”, anotou o magistrado. “Pesam contra os réus graves acusações de participarem de esquema criminoso, com a prática de crimes de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.”
O dono da Ultrafarma, Sidney Oliveira, e o executivo da Fast Shop Mario Otavio Gomes chegaram a ser presos em agosto do ano passado. Após um pedido apresentado pelo Ministério Público de São Paulo, porém, o juiz concedeu liberdade provisória à dupla e impôs medidas cautelares.
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