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EUA revogou mais de 100 mil vistos desde retorno de Trump à Casa Branca

As revogações de vistos fazem parte de uma campanha mais ampla de deportações em massa por parte do governo

EUA revogou mais de 100 mil vistos desde retorno de Trump à Casa Branca
EUA revogou mais de 100 mil vistos desde retorno de Trump à Casa Branca
Donald Trump. Foto: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP
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Os Estados Unidos revogaram mais de 100 mil vistos no primeiro ano desde que o presidente Donald Trump assumiu o cargo com um discurso anti-imigração, um número recorde, informou o governo nesta segunda-feira 12.

Segundo o Departamento de Estado, milhares de vistos foram revogados pela prática de crimes, incluindo agressão e dirigir sob efeito de álcool.

“A administração Trump não tem prioridade maior do que proteger os cidadãos americanos e defender a soberania dos Estados Unidos”, declarou o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott.

O número de vistos anulados desde a segunda posse do republicano, em 20 de janeiro de 2025, é duas vezes e meia superior ao de 2024, quando o democrata Joe Biden era presidente.

O secretário de Estado, Marco Rubio, destacou com orgulho a revogação de vistos de estudantes que protestaram contra Israel.

Rubio utilizou uma lei da era McCarthy, que permite aos Estados Unidos proibir a entrada de estrangeiros considerados contrários à política externa americana, embora alguns dos afetados de alto perfil tenham conseguido contestar com êxito as ordens de deportação nos tribunais.

O Departamento de Estado informou que 8 mil dos vistos revogados correspondiam a estudantes.

O governo americano também endureceu os controles para a obtenção de vistos, incluindo a verificação das publicações nas redes sociais dos requerentes.

As revogações de vistos fazem parte de uma campanha mais ampla de deportações em massa por parte do governo, levada a cabo de forma agressiva mediante o aumento do número de agentes federais.

O Departamento de Segurança Interna disse no mês passado que o segundo governo Trump deportou mais de 605 mil pessoas e que outras 2,5 milhões deixaram o país voluntariamente.

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