Justiça

O novo balanço do STF sobre as condenações pelo 8 de Janeiro

Considerando apenas os quatro núcleos principais, a Corte condenou 29 réus, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)

O novo balanço do STF sobre as condenações pelo 8 de Janeiro
O novo balanço do STF sobre as condenações pelo 8 de Janeiro
O ministro Alexandre de Moraes e o PGR Paulo Gonet durante julgamento da trama golpista no STF. Foto: Rosinei Coutinho/STF
Apoie Siga-nos no

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes apresentou, nesta terça-feira 16, um novo balanço sobre os julgamentos de processos relacionados ao 8 de Janeiro de 2023.

Segundo o relator, a Corte abriu 1.734 ações penais, das quais 619 envolvem crimes mais graves como organização criminosa e golpe de Estado e 1.115 se referem a delitos de menor gravidade  incitação e associação criminosa, por exemplo.

A Primeira Turma do STF condenou 810 réus 395 deles por crimes mais graves e absolveu 14. Também homologou 564 acordos de não persecução penal envolvendo autores de infrações menos severas.

Seguem em tramitação 346 ações em fase final de instrução e 98 denúncias apresentadas pela Procuradoria-Geral da República, em sua maioria contra financiadores dos ataques golpistas.

Considerando os quatro núcleos principais da tentativa de golpe de Estado, o Supremo condenou 29 réus, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Conforme o balanço da Corte, cerca de 45% das responsabilizações ocorreram por meio de acordos de não persecução penal. Outros 31% levaram a penas de até dois anos e meio, e 24% corresponderam a condenações mais graves — neste grupo, aproximadamente 5% se referem a penas privativas de liberdade superiores a 12 anos.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo