Justiça

PGR defende prisão domiciliar humanitária para Augusto Heleno

O general foi preso após ser condenado por golpe de Estado

PGR defende prisão domiciliar humanitária para Augusto Heleno
PGR defende prisão domiciliar humanitária para Augusto Heleno
O general Augusto Heleno. Foto: Marcos Corrêa/PR
Apoie Siga-nos no

A Procuradoria-Geral da República se manifestou favorável à concessão de prisão domiciliar humanitária para o general Augusto Heleno, condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 21 anos de prisão por fazer parte do núcleo crucial da trama golpista. No parecer, o procurador-geral Paulo Gonet disse que “as circunstâncias postas indicam a necessidade de reavaliação da situação do custodiado”. 

Na terça-feira 25, o general e ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), informou durante exame médico no Comando Militar do Planalto que convive com Alzheimer desde 2018. Ele foi levado ao local após o ministro Alexandre de Moraes determinar o trânsito em julgado e o início do cumprimento de pena pelos condenados do núcleo 1.

“A manutenção do custodiado em prisão domiciliar é medida excepcional e proporcional à sua faixa etária e ao seu quadro de saúde, cuja gravidade foi devidamente comprovada, que poderá ser vulnerado caso mantido afastado de seu lar e do alcance das medidas obrigacionais e protecionistas que deverão ser efetivadas pelo Estado e flexibilização da situação do custodiado”, escreveu Gonet no parecer.

A PGR citou o quadro frágil de saúde de Heleno e afirmou que as enfermidades do general foram atestadas por laudos médicos. Cabe a Moraes, relator da ação penal do golpe na Corte, decidir se acata ou não a manifestação de Gonet. Heleno foi condenado por conspirar contra a democracia utilizando o aparato institucional para espionar autoridades.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo