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Alcolumbre anula voto de Eduardo Bolsonaro em sessão do Congresso

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), havia proibido deputados de votar pelo sistema eletrônico da Casa se estivessem no exterior

Alcolumbre anula voto de Eduardo Bolsonaro em sessão do Congresso
Alcolumbre anula voto de Eduardo Bolsonaro em sessão do Congresso
O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
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O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que vive nos Estados Unidos desde o início deste ano, votou nesta quinta-feira 27 na sessão conjunta do Congresso Nacional em que deputados e senadores derrubaram vetos do presidente Lula (PT). O chefe do Legislativo, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu, porém, anular o voto do filho de Jair Bolsonaro (PL).

Na quarta-feira 26, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), havia proibido deputados de votar pelo sistema eletrônico da Casa se estivessem no exterior salvo nos casos de missão oficial autorizada. Na sessão desta quinta, Eduardo usou o e-Cédula, sistema próprio do Congresso.

“Na deliberação dos vetos por meio da cédula eletrônica, foi constatado registro irregular de votação pelo deputado Eduardo Bolsonaro, tendo em vista o disposto na decisão da presidência da Câmara”, afirmou Alcolumbre no plenário. “Esta presidência reconhece a sua aplicabilidade no âmbito das sessões conjuntas do Congresso Nacional. Por conseguinte, declara a nulidade do referido registro de votação e determina a retificação de seu resultado.

Motta acolheu um parecer da Secretaria-Geral da Mesa ao oficializar a proibição. “Não há possibilidade regimental de o deputado federal registrar presença ou votar por meio do aplicativo Infoleg enquanto estiver fora do território nacional, visto que não se encontra em missão oficial autorizada”, diz o documento, assinado pelo secretário-geral da Mesa, Lucas Ribeiro Almeida Júnior.

A decisão da Câmara ocorreu após a fuga para os Estados Unidos do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), condenado a 16 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal por envolvimento na trama golpista.

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