Justiça
Senado aprova a criação de novos cargos da polícia judicial e de funções comissionadas no STF
A medida já havia sido votada na Câmara e, para sair do papel, ainda precisará ser sancionada por Lula
O plenário do Senado aprovou, nesta terça-feira 21, a criação de 160 funções comissionadas e de 40 cargos de técnico judiciário para o Supremo Tribunal Federal. De iniciativa do próprio STF, o projeto foi relatado pelo senador Omar Aziz (PSD-AM) e segue agora para a sanção do presidente Lula (PT).
Segundo o projeto, as despesas de criação dos cargos serão bancadas pelas dotações orçamentárias do STF no Orçamento da União. A criação das funções comissionadas para servidores ocorrerá em 2025 e anos seguintes, com observância do quadro específico do anexo da Lei Orçamentária Anual (LOA), além de depender de autorização expressa na respectiva Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Os cargos de técnico judiciário serão direcionados para a área da polícia judicial do Supremo.
Segundo Omar Aziz, conforme a justificação do STF, a criação de novas funções comissionadas tem o potencial de estimular a retenção de profissionais mais qualificados para o auxílio dos ministros, resultando em direta melhoria da qualidade da prestação de serviço.
Em relação à criação de cargos de policiais judiciais, acrescentou o senador, o STF justificou que tem havido um aumento de ameaças reais e sistemáticas contra a Corte e seus ministros, com risco de interferência no regular funcionamento de suas atividades.
“Não vamos aumentar um real sequer de repasse no Orçamento. É o mínimo possível. Eu estou falando do funcionamento do Supremo Tribunal Federal”, argumentou Aziz.
Senadores bolsonaristas, opositores da proposta, cobraram da Casa Alta que a votação fosse feita de forma nominal e não apenas simbólica, conforme estava previsto inicialmente. O apelo foi atendido, mas o grupo saiu derrotado por 36 votos a 18.
Na Câmara, o texto já havia tramitado em julho, quando foi aprovado por 178 votos favoráveis e 155 contrários.
(com informações de Agência Senado)
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Câmara aprova criação de 160 funções comissionadas para STF
Por Agência Brasil
Câmara aprova criação de 330 funções comissionadas para o STJ
Por CartaCapital
Senado adia votação de lei que tira resposta a tarifaço do teto fiscal
Por Agência Brasil
Senado aprova isenção de tributos para doação de medicamentos
Por Agência Brasil



