Justiça

Justiça manda remover publicações que associam irmão de Lula a fraudes no INSS

Frei Chico, que é vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), não é investigado pela Polícia Federal

Justiça manda remover publicações que associam irmão de Lula a fraudes no INSS
Justiça manda remover publicações que associam irmão de Lula a fraudes no INSS
O de sempre. Parte da mídia mira em Frei Chico, irmão do presidente Lula, não para esclarecer, mas para confundir – Imagem: Ricardo Stuckert
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Irmão do presidente Lula (PT), o sindicalista José Ferreira da Silva (conhecido como Frei Chico) obteve na Justiça uma liminar que obriga as plataformas Facebook, TikTok e Instagram a removerem publicações nas redes sociais que o associam ao esquema de descontos ilegais no INSS. A decisão é do último dia 16.

Na liminar, a juíza Ana Luiza Madero Cruz Eserian fixou prazo de 5 dias para a remoção deste e de outros conteúdos que tratem do tema, sob pena de multa diária de mil reais por descumprimento. A determinação é também para o envio de dados das contas que postaram desinformação.

Frei Chico é vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos, o Sindnapi, uma das entidades suspeita de participação nos desvios. Ele não é investigado oficialmente pela Polícia Federal nem foi alvo de diligências durante a Operação Sem Desconto, que trouxe o escândalo à tona.

Ocorre que a relação de parentesco com Lula e a proximidade com o Sindnapi tem sido explorada politicamente pela oposição bolsonarista no Congresso.

O sindicalista acionou o Tribunal de Justiça de São Paulo ainda em setembro. Entre as postagens difamatórias citadas na ação está um vídeo em que um homem acusa – sem provas – Denis da Silva, filho de Frei Chico e sobrinho de Lula, de ter comprado fazendas no interior de São Paulo por cifras milionárias.

Em nota, Frei Chico disse que as acusações compartilhadas nas redes são falsas e ofensivas, além de criticar o que considera “julgamento antecipado” pela CPMI do INSS. Na semana passada, o colegiado rejeitou um requerimento para convocá-lo a depor. “Não temo investigação, mas o que ocorre hoje é um julgamento antecipado, antes mesmo de os fatos serem apurados. É lamentável que parte da comissão use esse processo como palco político, em vez de buscar a verdade”.

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