Justiça
Saiba como assistir ao julgamento de Bolsonaro e outros réus do núcleo crucial do golpe
O STF começará a analisar o caso na manhã desta terça-feira 2
Começa nesta terça-feira 2 o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de sete de seus aliados mais próximos, acusados de integrar o chamado núcleo crucial da tentativa de golpe de Estado em 2022. O julgamento terá transmissão ao vivo, e você poderá acompanhar pelo canal de CartaCapital no Youtube.
A geração das imagens será feita pela TV Justiça, canal vinculado ao Supremo Tribunal Federal (STF). A primeira sessão acontece das 9h às 12h de terça-feira. No mesmo dia, uma nova sessão está programada para 14h. Essa segunda etapa deve ser finalizada às 19h.
Estão previstas, ainda, sessões na quarta-feira 3 (das 9h às 12h); na terça-feira 9 (9h às 12h); na quarta-feira 10 (9h às 12h e 14h às 17h) e na sexta-feira 12 (9h às 12h e 14h às 19h). Todas as audiências serão transmitidas ao vivo.
Como será o julgamento
Nos dois primeiros dias de julgamento estão previstas as manifestações da acusação e da defesa. Na terça e na quarta-feira da próxima semana, haverá a manifestação dos ministros responsáveis pelo julgamento. E, na sexta-feira, a expectativa é pela definição das sentenças.
O julgamento está a cargo da Primeira Turma do STF, que tem os ministros Alexandre de Moraes (relator do caso), Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz Fux, além da ministra Cármen Lúcia.
Além de Bolsonaro, são estes os réus do núcleo 1 da trama:
- Alexandre Ramagem, ex-chefe da Agência Brasileira de Inteligência – Abin; atualmente deputado federal pelo PL do Rio de Janeiro;
- Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marinha;
- Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;
- Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
- Mauro Cid, que foi ajudante de ordens do ex-presidente e assinou acordo de delação premiada;
- Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
- Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil.
Os integrantes do núcleo são acusados dos crimes de organização criminosa, tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração do patrimônio tombado. Se somadas, as penas podem chegar a 43 anos de prisão.
Ramagem, que é deputado federal, tem imunidade parlamentar por crimes cometidos após a diplomação no cargo. Por isso, parte da ação contra ele foi suspensa. Ele não é acusado dos crimes de dano qualificado e deterioração do patrimônio tombado, que são relacionados ao quebra-quebra de 8 de Janeiro de 2023.
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