Política

Eduardo Bolsonaro pede aval de Hugo Motta para exercer mandato à distância

Filho de Jair Bolsonaro alega ‘perseguição política’; o presidente da Câmara já se manifestou contra a possibilidade

Eduardo Bolsonaro pede aval de Hugo Motta para exercer mandato à distância
Eduardo Bolsonaro pede aval de Hugo Motta para exercer mandato à distância
Em fevereiro, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) participou de evento com lideranças da extrema-direta nos EUA. Foto: Saul Loeb/AFP
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O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pediu formalmente ao presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), para exercer seu mandato à distância, dos Estados Unidos. O ‘filho 03’ de Jair Bolsonaro alega que sofre “perseguição política”.

Em seu perfil no X (antigo Twitter), Eduardo postou cópia do ofício que, segundo ele, foi enviado a Motta com a solicitação. No texto, o filho do ex-presidente diz que sua situação atual é pior que a vivida durante a pandemia de Covid-19, quando a Câmara colocou em prática a atuação remota.

“As condições atuais são muito mais graves que as vividas naquele período: o risco de um parlamentar brasileiro ser alvo de perseguição política hoje é incomparavelmente maior do que o risco de adoecer gravemente durante a pandemia”, comparou.

Ao apresentar o pedido, Eduardo disse ainda que a ‘diplomacia parlamentar’ é um dos focos de sua atuação como deputado, e vangloriou-se de uma “rede de interlocução internacional que me tornou reconhecidamente o parlamentar brasileiro com maior respeitabilidade no exterior”, sem citar fontes.

Motta ainda não respondeu ao ofício que, segundo Eduardo, foi encaminhado na noite de quinta-feira 28. Se depender das últimas manifestações do presidente da Câmara sobre o tema, porém, o filho de Jair Bolsonaro pode encontrar dificuldades. No início do mês, Motta afirmou que “não há previsibilidade para o mandato a distância. Isso seria uma excepcionalidade, o que não é o caso.”

O paraibano disse, ainda, que “ninguém pode concordar” com a atuação de Eduardo desde que foi para os Estados Unidos. Em entrevista à revista Veja, o presidente da Câmara disse que o parlamentar bolsonarista trabalha “para que medidas cheguem ao seu País de origem e tragam danos à economia”.

Eduardo Bolsonaro, inicialmente, estava em licença do mandato parlamentar. O período de afastamento venceu em 20 de julho e, desde então, ele segue com mandato válido, recebendo salários, embora esteja no exterior. Assim, está contabilizando faltas injustificadas que podem levar à suspensão.

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