Justiça

Cármen Lúcia decidirá sobre apuração contra Damares no caso da Ilha de Marajó

O inquérito tramitava no Distrito Federal, mas chegou ao STF por mudança no alcance do foro

Cármen Lúcia decidirá sobre apuração contra Damares no caso da Ilha de Marajó
Cármen Lúcia decidirá sobre apuração contra Damares no caso da Ilha de Marajó
Senadora Damares Alves (Republicanos-DF). Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
Apoie Siga-nos no

A ministra do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia pediu a manifestação da Procuradoria-Geral da República em uma investigação sobre possível prevaricação de Damares Alves no cargo de ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos do governo de Jair Bolsonaro (PL). Atualmente, ela é senadora pelo Republicanos do Distrito Federal.

O inquérito nasceu após Damares declarar, em outubro de 2022, ter tomado conhecimento da prática de crimes contra a dignidade sexual de crianças na Ilha de Marajó, no Pará, sem mencionar as providências institucionais adotadas.

O caso tramitava na Justiça do Distrito Federal. Em março deste ano, porém, o STF decidiu que a prerrogativa de foro em casos de crimes cometidos no cargo e em razão dele permanece mesmo após a saída da função.

Com isso, a 15ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do DF declarou ser incompetente no processo e enviou os autos ao Supremo. Houve um sorteio em 7 de agosto e Cármen assumiu a relatoria. Na última terça-feira 12, ela provocou a PGR, que não havia se pronunciado até a noite desta quinta 14.

Segundo o artigo 319 do Código Penal, o crime de prevaricação se caracteriza por retardar ou deixar de praticar, indevidamente, um ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal. A pena é de detenção de três meses a um ano, além de multa.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo