Justiça

A nova derrota de Braga Netto ao tentar atrasar a ação do golpe

O general queria ‘prazo’ em dobro para suas alegações finais no processo

A nova derrota de Braga Netto ao tentar atrasar a ação do golpe
A nova derrota de Braga Netto ao tentar atrasar a ação do golpe
Walter Braga Netto em interrogatório no STF, em 10 de junho de 2025. Foto: Fellipe Sampaio/STF
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O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes rejeitou, nesta quarta-feira 2, mais uma tentativa do ex-ministro Walter Braga Netto (PL) de atrasar a conclusão da ação penal sobre a tentativa de golpe de Estado.

O general, réu do chamado núcleo crucial da trama golpista, havia pedido a Moraes “prazo em dobro” para apresentar suas alegações finais, sob o argumento de que o caso “é de enorme extensão e complexidade”.

O relator, porém, reforçou que o prazo processual é de 15 dias.

Em 27 de junho, Moraes determinou a intimação dos oito réus do núcleo 1 para que apresentassem suas alegações finais. As partes — acusação e defesas — teriam 15 dias, sucessivamente, para protocolar as últimas manifestações.

Trata-se da última etapa na tramitação do processo antes do julgamento, que ocorrerá na Primeira Turma.

Além de Braga Netto, estão no núcleo crucial:

  • Alexandre Ramagem (PL-RJ), deputado federal;
  • Almir Garnier Santos, almirante e ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;
  • Augusto Heleno, general da reserva e ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional;
  • Jair Bolsonaro, ex-presidente;
  • Mauro Cid, tenente-coronel e o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro; e
  • Paulo Sérgio Nogueira, general e ex-ministro da Defesa.

Todos eles respondem por cinco crimes: tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

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