Justiça

AGU vai cobrar R$ 564 milhões de infratores ambientais em junho

Serão 851 novas ações de execução fiscal por danos ambientais e socioambientais

AGU vai cobrar R$ 564 milhões de infratores ambientais em junho
AGU vai cobrar R$ 564 milhões de infratores ambientais em junho
Queimadas na Amazônia. Foto: Imazon
Apoie Siga-nos no

A Advocacia-Geral da União (AGU) anunciou nesta quarta-feira 4 que vai ajuizar, até o fim de junho, 851 novas ações de execução fiscal contra infratores ambientais. Juntas, as multas que serão cobradas na Justiça ultrapassam 564 milhões de reais.

As multas agora cobradas pela AGU tiveram origem em danos ambientais e socioambientais cometidos por empresas e proprietários rurais. Com as novas ações, o valor total em cobrança judicial e extrajudicial feita pela AGU no âmbito ambiental desde janeiro ultrapassará 1,5 bilhão de reais.

O valor das novas ações está dividido em 542 execuções do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), no valor total de 257 milhões de reais, e 309 execuções do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que somam 307 milhões de reais.

Entre as ações, estão a cobrança de mais de 36 milhões de reais em multas aplicadas à empresa Furnas – subsidiária da Eletrobras presente em 15 estados e no Distrito Federal –, por danos ambientais, e a condenação da ferrovia Transnordestina por lançamento de substâncias oleosas no meio ambiente, com débito superior a 6,5 milhões de reais.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo