Justiça

A reação de comissão do Senado a Barroso após declaração sobre apoio dos EUA contra golpe

Senador vê ‘possível afronta’ à separação dos Poderes e mira audiência com o presidente do STF

A reação de comissão do Senado a Barroso após declaração sobre apoio dos EUA contra golpe
A reação de comissão do Senado a Barroso após declaração sobre apoio dos EUA contra golpe
O presidente do STF, Luís Roberto Barroso. Foto: Antonio Augusto/STF
Apoie Siga-nos no

A Comissão de Segurança Pública do Senado aprovou na terça-feira 20 um convite ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, para esclarecer a afirmação de que ele pediu o apoio dos Estados Unidos a fim de evitar um golpe de Estado no Brasil.

A declaração foi proferida em 13 de maio, em um evento em Nova York. “Em três vezes pedi declarações dos Estados Unidos de apoio à democracia brasileira, uma delas ao próprio Departamento de Estado”, afirmou o ministro. “Acho que isso teve algum papel, porque os militares brasileiros não gostam de se indispor com os Estados Unidos, pois é aqui que obtêm seus cursos e seus equipamentos.”

O requerimento de convite a Barroso partiu do senador Eduardo Girão (Novo-CE), sob o argumento de que a manifestação do magistrado representa “possível afronta” aos princípios da separação dos Poderes, da independência nacional e da soberania popular.

“Mais do que um episódio isolado, as declarações do ministro sugerem a possibilidade de atuação articulada e contínua de agentes estrangeiros em assuntos internos do Estado brasileiro, com a anuência ou mesmo provocação de autoridades nacionais”, alegou o parlamentar.

Segundo Girão, é “inevitável questionar se essa intervenção limitou-se à obtenção de meras declarações diplomáticas, ou se se estendeu à destinação de recursos a organizações e instituições brasileiras”.

Ainda não há uma data designada para a audiência. Barroso não tem obrigação de comparecer à sessão no Senado.

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo