PolĂ­tica

CĂĄrmen LĂșcia rejeita tentativa de Roberto Jefferson de evitar jĂșri popular por tentativa de homicĂ­dio

O ex-deputado disparou mais de 60 tiros contra agentes da PF que foram Ă  sua casa cumprir um mandado de prisĂŁo, em 2022

CĂĄrmen LĂșcia rejeita tentativa de Roberto Jefferson de evitar jĂșri popular por tentativa de homicĂ­dio
CĂĄrmen LĂșcia rejeita tentativa de Roberto Jefferson de evitar jĂșri popular por tentativa de homicĂ­dio
O ex-deputado Roberto Jefferson. Foto: Reprodução
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A ministra CĂĄrmen LĂșcia, do Supremo Tribunal Federal, negou pedido da defesa do ex-deputado Roberto Jefferson para anular a decisĂŁo que o submeteu a jĂșri popular por tentativa de homicĂ­dio de policiais federais.

Jefferson responde pelo episódio de outubro de 2022, quando efetuou mais de 60 disparos e lançou granadas contra os agentes que foram à sua casa, no interior do Rio de Janeiro, para cumprir mandado de prisão contra ele.

ApĂłs a sentença de pronĂșncia, a defesa recorreu ao Tribunal Regional Federal (TRF-2) para tentar desclassificar o delito de homicĂ­dio tentado para lesĂŁo corporal leve ou para o crime de dano ao patrimĂŽnio pĂșblico, alegando que ele teria atirado na viatura policial. Com isso, o caso nĂŁo seria submetido ao jĂșri.

Porém, o TRF-2 considerou que, -ainda que Jefferson não tenha mirado diretamente os agentes, os disparos foram efetuados na sua direção, e não apenas para alvejar a viatura.

No STF, os advogados pediam a anulação das duas decisĂ”es e a suspensĂŁo do jĂșri. Alegavam que as decisĂ”es conteriam “excesso de linguagem” – utilização de linguagem que ultrapassa os limites de uma decisĂŁo judicial – a ponto de influenciar a futura decisĂŁo dos jurados e comprometer o direito de defesa.

Ao rejeitar o habeas corpus, a ministra CĂĄrmen LĂșcia reproduziu parte das duas decisĂ”es para demonstrar que os magistrados nĂŁo externaram juĂ­zo de certeza sobre as acusaçÔes feitas na denĂșncia do MinistĂ©rio PĂșblico.

“Apenas assentaram, de forma comedida, existĂȘncia de prova da materialidade e indĂ­cios suficientes de autoria, aptos a fundamentarem a sua submissĂŁo a julgamento pelo tribunal do jĂșri”, concluiu.

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