Política

Líder do PL na Câmara diz ser contra cassação de Glauber Braga

Segundo Sóstenes Cavalcante, a Câmara cometerá um erro se tirar o mandato do deputado do PSOL: ‘Suspensão estaria de bom tamanho’

Líder do PL na Câmara diz ser contra cassação de Glauber Braga
Líder do PL na Câmara diz ser contra cassação de Glauber Braga
O deputado Sóstenes Cavalcante, líder do PL, disse ser contra a cassação de Glauber Braga, do PSOL. Fotos: Marina Ramos/Câmara dos Deputados e Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
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O deputado Sóstentes Cavalcante, líder do PL na Câmara, afirmou ser contra a cassação do mandato de Glauber Braga (PSOL). A posição foi exposta em entrevista do parlamentar ao site Metrópoles, publicada nesta segunda-feira 14.

Glauber está ‘acampado’ e em greve de fome nas dependências da Câmara após ver um relatório que pede sua cassação ser aprovado no Conselho de Ética, na última quarta-feira 9. O caso está pronto para ser votado em plenário.

Para o deputado que lidera a bancada bolsonarista na Casa, porém, a punição sugerida pelos pares ao psolista é exagerada e deveria ser substituída por uma suspensão. Caso a cassação avance, alega Sóstenes, a Câmara estará cometendo um erro. A posição, diz, é pessoal e não reflete o entendimento dos deputados do partido de Valdemar Costa Neto e Jair Bolsonaro.

“Pessoalmente, acredito que cassação deveria ser para casos graves como corrupção ou o da Flordelis, por exemplo. Acredito que uma punição de seis meses de suspensão, no caso de Glauber Braga, estaria de bom tamanho”, afirmou o líder do PL ao site.

“Já conversei com deputados, Arthur Lira entre eles, sobre o caso de Glauber Braga. Sempre disse que a Câmara errou ao cassar Daniel Silveira lá atrás. E, agora, acho que pode cometer o mesmo erro”, relatou Sóstenes. “Contudo, como líder do PL, não posso destoar da posição da bancada do partido, que se mostra favorável à cassação. Vou acompanhar a posição da bancada [na votação]”, concluiu.

Glauber corre o risco de ser cassado por supostamente quebrar o decoro parlamentar ao expulsar um membro do MBL, aos empurrões, da Câmara. O ativista da extrema-direita estava na Casa de Leis, segundo Glauber, para hostilizar deputados. O psolista acredita, porém, que está sendo vítima de uma perseguição política após denunciar a participação de Arthur Lira (PP) no chamado orçamento secreto.

No Conselho de Ética, o processo foi relatado por Paulo Magalhães (MDB), que já foi flagrado em episódios de agressão na Câmara, mas teve seu mandato poupado. A decisão de pautar o relatório no plenário cabe ao presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos).

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