Justiça
MP denuncia PM que atirou contra estudante e motociclista no Rio
Carlos Alberto de Jesus pode responder por duas tentativas de homicídio duplamente qualificado
O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou à Justiça o policial militar reformado que atirou contra o estudante universitário Igor Melo de Carvalho e o motociclista Thiago Marques Gonçalves na Penha, zona norte da capital. O caso aconteceu na madrugada de 24 de fevereiro.
O órgão acusa Carlos Alberto de Jesus de duas tentativas de homicídio duplamente qualificado. A esposa do policial, Josilene da Silva Souza, foi denunciada por falso testemunho.
O agente atirou contra Igor e Thiago depois de os dois serem apontados por sua esposa como responsáveis pelo furto de seu celular. O PM perseguiu a moto em que estavam as vítimas e atirou. Thiago é motorista de aplicativo e levava Igor para casa depois de ele ter trabalhado em uma casa de samba no mesmo bairro onde Josilene foi roubada.
Igor foi baleado nas costas e perdeu um rim. Já o motociclista não foi atingido pelo disparo, mas se feriu na queda.
Ainda de acordo com a Promotoria, após o episódio, Josilene chegou a alegar em depoimento à polícia que uma das vítimas teria tentado sacar uma arma antes dos disparos. O MP sustenta que a falsa declaração da mulher levou à prisão equivocada dos dois homens e que, posteriormente, Josilene apresentou outras versões contraditórias. A acusação contra Igor e Thiago foi arquivada.
Na quarta-feira 26, a Polícia Civil indiciou o policial e pediu a sua prisão por tentativa de homicídio.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.



