Mundo

Justiça sul-coreana rejeita destituição de primeiro-ministro

Han Duck-soo, além de premiê, é o presidente em exercício do país

Justiça sul-coreana rejeita destituição de primeiro-ministro
Justiça sul-coreana rejeita destituição de primeiro-ministro
Han Duck-soo. Foto: Ahn Young-joon / POOL / AFP
Apoie Siga-nos no

O Tribunal Constitucional da Coreia do Sul rejeitou na segunda-feira 24 a destituição do primeiro-ministro Han Duck-soo e o restabeleceu como presidente em exercício, cargo para o qual foi designado após o impeachment do presidente Yoon Suk Yeol por ter declarado lei marcial em 3 de dezembro.

“A destituição de Han foi rejeitada em uma votação de 5-1 dos oito juízes do tribunal”, informou a agência de notícias Yonhap.

A determinação do tribunal é o evento mais recente na crise política que a Coreia do Sul vive desde que o presidente afastado Yoon Suk Yeol declarou lei marcial em 3 de dezembro.

Han foi destituído em dezembro pelo Parlamento, poucos dias depois de assumir o cargo após a suspensão de Yoon, por sua recusa em designar três novos juízes para o Tribunal Constitucional para completar o quadro de nove integrantes antes do início da análise do impeachment do presidente.

O canal YTN afirmou que a decisão judicial de segunda-feira “explica que não certificar a nomeação de juízes é ilegal, mas insuficiente para justificar uma destituição”.

O sucessor de Han como presidente em exercício, Choi Sang-mok, designou dois juízes para o Tribunal Constitucional.

Han reassumiu o cargo de presidente imediatamente após o anúncio da sentença do tribunal e agradeceu aos juízes por sua “sábia decisão”.

O Tribunal Constitucional ainda deve que se pronunciar sobre o impeachment de Yoon. Os votos de seis dos oito integrantes da corte são necessários para ratificar a destituição. Em caso contrário, o presidente afastado retornará ao cargo.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo