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À justiça, presidente sul-coreano afastado tenta culpar oposição por declaração de lei marcial
Yoon Suk-yeol está preso desde janeiro, sob acusações de insurreição
O presidente sul-coreano, Yoon Suk-yeol, culpou a oposição “maliciosa” por sua decisão de declarar lei marcial, dizendo à Corte Constitucional do país nesta terça-feira que seus adversários tinham planos de “destruir” seu governo.
Em uma audiência no tribunal que julga seu impeachment pedido pelo Parlamento, Yoon disse que a oposição nunca o respeitou como presidente.
“Não importa o quanto não gostem de mim, é o princípio do diálogo e o compromisso de me ouvir e me aplaudir pelo meu discurso sobre o orçamento no Parlamento”, disse Yoon, 64 anos.
No entanto, ele disse que a oposição nem sequer entrou na sessão legislativa e ele teve que fazer seu discurso diante de um salão quase vazio.
Yoon, ex-promotor, mergulhou o país em uma crise política ao declarar lei marcial em 3 de dezembro, suspendendo o governo civil e enviando militares ao Parlamento.
A medida durou apenas seis horas, já que os deputados, a maioria da oposição, ignoraram os soldados e entraram no Parlamento para rejeitar a lei marcial e, em seguida, remover Yoon.
O ex-presidente foi preso em janeiro sob acusações de insurreição, enquanto a Corte Constitucional decide se ratifica o impeachment.
Yoon disse que a atitude da oposição em relação ao seu discurso sobre o orçamento foi “profundamente maliciosa” e revelou sua intenção de “destruir meu governo”.
Ele reclamou que em outra sessão, deputados da oposição “viraram as costas (…) e se recusaram a apertar minha mão”.
Em sua declaração de lei marcial, Yoon chamou os opositores de “elementos contrários ao Estado” que buscam uma insurreição.
Yoon deve comparecer a uma nova audiência na quinta-feira, que deve ser a última antes que o tribunal decida se mantém sua destituição. Se isso acontecer, a Coreia do Sul terá que realizar uma nova eleição presidencial dentro de 60 dias.
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