Esporte
Ronaldo Fenômeno anuncia desistência de candidatura à presidência da CBF
Ex-jogador alega que não recebeu apoio das federações estaduais para concorrer ao cargo
O ex-jogador Ronaldo Nazário, o “Fenômeno”, anunciou nesta quarta-feira 12 que desistiu de concorrer à presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Ele tinha anunciado em dezembro a intenção de disputar o cargo.
Em postagem no X (antigo Twitter), Ronaldo reclamou de falta de apoio. Segundo as regras internas da CBF, para registrar candidatura, um postulante precisa ter o apoio formal de ao menos quatro federações estaduais de futebol, algo que ele não conseguiu.
“No meu primeiro contato com as 27 [federações] filiadas, encontrei 23 portas fechadas. As federações se recusaram a me receber em suas casas, sob o argumento de satisfação com a atual gestão e apoio à reeleição. Não pude apresentar meu projeto, levar minhas ideias e ouvi-las como gostaria. Não houve qualquer abertura para o diálogo”, lamentou.
As federações, segundo Ronaldo, apoiam a reeleição do atual presidente da entidade, Ednaldo Rodrigues. “A maior parte das lideranças estaduais apoia o presidente em exercício, é direito deles e eu respeito, independentemente das minhas convicções”, escreveu Ronaldo.
A candidatura do ex-jogador foi considerada uma possibilidade por muito tempo, e foi confirmada em entrevista exclusiva ao ‘Jornal Nacional’, da TV Globo, em 16 de dezembro. Ele passou ainda por outros programas da emissora para falar dos planos.
A formalização da desistência, nesta quarta, aconteceu horas depois que o jornalista Rodrigo Mattos, colunista do site UOL, noticiou que Ronaldo não tinha conseguido conquistar o apoio das federações. Segundo o jornalista, uma barreira para Ronaldo foi o fato de ter anunciado sua candidatura nos programas globais, sem procurar os eleitores.
A CBF vive uma crise institucional nos últimos anos. Ednaldo Rodrigues assumiu o cargo após a destituição de Rogério Caboclo em 2021. Rodrigues chegou a ser afastado do cargo pela Justiça em 2023, mas conseguiu retomar o posto após decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, no início de 2024.
Ronaldo, que se aposentou dos gramados em 2011, já teve experiências como dirigente em clubes como o Cruzeiro – ele foi o primeiro proprietário da SAF (gestão terceirizada) do clube mineiro. Ele também já teve participações em clubes da Espanha e dos Estados Unidos.
O “Fenômeno” também ganhou notoriedade pelos posicionamentos políticos, como na ocasião que posou com a camisa com os dizeres “a culpa não é minha, eu votei no Aécio” em meio a protestos contra a então presidenta Dilma Rousseff (PT).
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