Justiça
Polícia de SP afirma ter identificado o mandante do assassinato de delator do PCC
Vinícius Gritzbach foi morto a tiros ao desembarcar em Guarulhos no dia 8 de novembro
A Polícia Civil de São Paulo afirma ter identificado o principal suspeito de ser o mandante do assassinato do empresário Vinícius Gritzbach, delator de integrantes da facção Primeiro Comando da Capital (PCC). Gritzbach foi morto a tiros no Aeroporto Internacional de Guarulhos em novembro de 2024. O mandante seria um homem de 44 anos, conhecido pelo apelido “Cigarreira”.
Segundo a polícia, “Cigarreira” teria planejado o assassinato com apoio de outro homem, conhecido como “Didi”. Os apelidos foram divulgados na tarde de quinta-feira 13, horas depois de uma operação em busca dos suspeitos. Mais de 100 agentes policiais foram às ruas em 20 endereços.
Segundo a Polícia Civil, “Cigarreira” está “envolvido com o tráfico de drogas e armas de uma facção criminosa do Rio de Janeiro. Ele também atua com o tráfico na região do Tatuapé, na zona leste de São Paulo. Para despistar os policiais, o criminoso e alguns familiares utilizavam documentos falsos com várias identidades”.
Uma força-tarefa montada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil atua no caso. Depois de mais de três meses de investigações, serão solicitadas prisões preventivas “nas próximas semanas”.
Na operação desta quinta, foram apreendidos telefones celulares, pen drives e outros objetos. Também foram realizadas buscas em um imóvel que seria de propriedade do acusado.
O caso
Vinícius Gritzbach foi morto a tiros ao desembarcar em Guarulhos no dia 8 de novembro. Ele era acusado de ser o mandante da morte de um traficante ligado ao PCC e de ser delator da organização criminosa. Um motorista de carro transporte por aplicativo que estava no aeroporto foi atingido e também morreu.
Segundo o Ministério Público, a recompensa oferecida pelo PCC pela morte de Gritzbach era de 3 milhões de reais. Ele era réu pelo suposto homicídio de um integrante da facção e de um motorista do grupo.
Até o início da operação desta quinta, 26 pessoas já tinham sido presas acusadas de envolvimento no episódio, em diferentes operações. Entre os detidos estão cinco policiais civis e 15 policiais militares.
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